“Eu lembro que era uma quadra muito bonita, a gente vinha à noite ter um momento de lazer depois de um dia do trabalho”, conta o refrigerador Edilson Duarte, 43, ao olhar para um terreno onde funciona uma quadra poliesportiva, mas que hoje está tomado por um imenso matagal. A situação no conjunto Cidade Nova 8, em Ananindeua, preocupa a população, que se vê com poucos espaços de diversão e esporte e com muito abandono do poder público.
A quadra, que faz parte do prédio do Centro de Prevenção e Recuperação de Dependentes de Drogas, deveria ser isolada da via pública, mas parte do muro dos fundos desabou há anos e nada foi feito pelo Governo do Pará, que administra o imóvel. Agora, o espaço está em aparência de completo abandono, com muito mato, e outras partes do muro já apresentam rachaduras e risco de cair também. Edilson Duarte se preocupa ainda com os prejuízos à saúde que o matagal pode causar. “Pode servir como foco para mosquitos que transmitem doenças como a dengue e não duvido que seja também um local para esconderijo de criminosos”, reclama.
ABANDONO
Sem a quadra, o que resta de opção para a prática de atividades físicas e lazer nas proximidades é o Complexo Esportivo do Cidade Nova 8. O espaço é muito frequentado por moradores de todas as idades. Apesar disso, a Prefeitura de Ananindeua demonstra descaso. É o que aponta a atendente de vendas Ivone Lima, 44, que caminha ali todos os dias. “O espaço é ótimo, mas não tem conservação. Precisava de manutenção, mas o poder público sempre deixa a desejar”, denuncia.
A quadra de esportes, por exemplo, hoje só serve para caminhada. As telas de proteção estão rasgadas e a cesta de basquete está quebrada e enferrujada. O mesmo se repete com o parquinho infantil. Muitos brinquedos estão danificados, como uma gangorra de madeira que está pela metade - o resto foi quebrado. Balancinho por ali não se vê mais, apenas ficaram as estruturas de madeira.
A arena de futebol de areia também passa por problemas. Segundo o eletricista Rodrigo Ferreira, 38, a Prefeitura não se dá ao trabalho nem de repor a areia. Ele diz que a própria comunidade teve de reunir dinheiro para fazer o reparo. Para Rodrigo, esse nem é o maior dos problemas, mas, sim, a sujeira. Isso porque, ao andar pela praça, dificilmente se encontra um cesto de lixo. Os poucos que têm por lá estão quebrados e, por isso, sem serventia. Assim, as pessoas acabam jogando o lixo pelo chão mesmo, sujando o complexo.A reportagem pediu uma explicação da Preteitura de Ananindeua, mas até o fechamento desta edição não obteve nenhuma resposta.
(Alice Martins/Diário do Pará)
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