Falta pouco mais de 24h para milhares de famílias se reunirem ao entorno de uma mesa para o tradicional almoço do Círio de Nazaré. Pato no tucupi, arroz paraense, e a queridinha de todos: a maniçoba.
Itens como estes não faltam na mesa de um paraense, no segundo domingo de outubro. Mas, será que todo mundo teve tempo de preparar a maniçoba. Afinal, para ficar pronta, ela requer certo tempo. Cinco dias, no mínimo, em cozimento e adicionando os ingredientes para o resultado final.
Em Belém é comum passar na frente das casas e ver uma placa anunciando a venda da maniçoba cozida, no entanto, com a correria do dia a dia, e a falta de tempo até para fazer esta compra, as empresárias Patrícia Nascimento e Hilda Souto criaram um perfil em rede social, para anunciar a venda do produto e, também, o serviço de entrega em domicílio.
“Desde julho estamos empenhadas neste projeto da Maniva Gourmet, e para diferenciar dos demais, passamos a cozinhar a maniva pelo menos dez dias com o adicional dos ingredientes com toque gourmet de embutidos e defumados artesanais, que nos garantisse um produto com sabor diferenciado”, explica Patrícia.
Trabalhar com a venda de comida nem sempre é algo tão simples, requer dedicação e cuidados com a higiene desde o momento do preparo até a produção final. Além do mais, para atingir diversos públicos, é preciso se adaptar às exigências de cada cliente. Patrícia lembra que no início das vendas eles não vendiam maniçoba montada, ou seja, de acordo com o desejo do cliente, porém, para atender a todos os gostos, essa seria uma adequação necessária. “As quantidades de ingredientes seguem um protocolo, mas vimos que essa iguaria é democrática, então precisamos respeitar aqueles que não comem carne de porco, por isso nos adaptamos também à venda personalizada”.
No mês de outubro, no Pará, chega a ser quase unânime entre as famílias os preparativos para o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. A capital paraense é tomada pelo clima das romarias, pelas ruas da cidade repletas de turistas e a venda de produtos típicos da região para os turistas. Mas além desse clima festivo tem algo que deixa todos com água na boca: a gastronomia local.
Quem está empenhado nas vendas das comidas típicas pela internet precisa atrair o cliente de uma forma especial, já que o cheirinho da comida não ultrapassa a tela de um celular, nem de computador. Para isso a dica é trabalhar bem a imagem do produto e expor ela através de fotos, vídeo e comentários para ajudar neste trabalho de venda.“A gente tenta deixar tudo o mais claro possível, e fazer com que o cliente sinta confiança no produto que está comprando. A forma correta é esta aproximação, e quem compra passa a se sentir próximo da gente, indica para outros. Não existe melhor marketing que o boca a boca, ainda mais depois de conhecer o sabor da melhor maniçoba de Belém”, brinca a empresária.
Lucro
As vendas não ficam somente até o Círio, não. Até o pós, 15 dias após a festividade, as panelas continuam fervendo. A estimativa de venda é de 80% em cima do que foi vendido até agora.
(DOL)
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