O senador Jader Barbalho destaca o importante trabalho desenvolvido pela Universidade Federal do Pará (UFPA), que conta com o Programa de Iniciação Científica da UFPA (Pibic), criado há 27 anos. O Pibic da UFPA tem como objetivos a criação e o fortalecimento de grupos de pesquisa, a produção de conhecimento, a formação de recursos humanos para pesquisa e a qualificação do ensino de graduação, essenciais para o aprimoramento da formação acadêmica na Instituição e faz parte da Pró-Reitoria de Pesquisa e Graduação.
“Um dos maiores orgulhos que sinto é ver em destaque na mídia nacional algum projeto desenvolvido por alunos da UFPA. É indiscutível o avanço qualitativo, o crescimento e amadurecimento da iniciação científica dentro da universidade paraense. É este tipo de iniciativa que me impulsiona a trabalhar pela criação nacional de fundos de doação, que já existem em algumas universidades brasileiras, mas de forma não institucionalizada”, revela o senador Jader Barbalho.
Além de serem destaque nacional com premiações como a que é conferida pelo CNPq anualmente a iniciativas científicas promissoras, os pesquisadores, bolsistas e técnicos do Pibic da UFPA também mantêm uma incubadora listada entre as 20 melhores do país. A incubadora “Programa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica” da UFPA foi fundada em 1995, com sede em Belém. Atua na área de tecnologia da informação, energia, química de produtos naturais e design de produto. O programa já graduou mais de 30 empresas.
As incubadoras têm como objetivo abrigar empresas inovadoras frutos de projetos de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico. Nelas, a universidade busca fornecer um ambiente propício ao desenvolvimento da empresa, dando assessoria empresarial, contabilística financeira e jurídica, além de dividir entre as várias empresas lá instaladas os custos de recepção telefonista, acesso à internet, entre outras, formando um ambiente em que essas empresas selecionadas têm maior potencial de crescimento.
CULTURA DE DOAÇÃO
- A cultura de doação é um dos principais fatores que explicam o sucesso dos endowments nos Estados Unidos. A Universidade Harvard, por exemplo, foi a primeira a criar um fundo patrimonial, em 1643. Esses recursos são aplicados tanto em pesquisa quanto em manutenção da infraestrutura da instituição.
- No Brasil, esse modelo de financiamento, embora ainda pouco utilizado, começa a dar sinais de vitalidade. Pelo menos oito universidades e instituições de pesquisa do país estão criando fundos desse tipo, voltados para complementar as fontes tradicionais de recursos destinados para o ensino e a pesquisa.
- O principal exemplo brasileiro é o da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que lançou dois fundos endowment nos últimos três anos, o Amigos da Poli, com patrimônio de R$ 5 milhões, e o Endowment da Poli, com R$ 800 mil.
- O ambiente fértil para doações nos Estados Unidos levou alguns empresários brasileiros a doar recursos para instituições do país. Um caso conhecido é o do empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann, dono da cervejaria Ambev e atualmente o homem mais rico do país. Em 1999, Lemann doou uma quantia ao Centro David Rockefeller para Estudos Latino-americanos de Harvard, onde se formou em economia em 1961.
- O empresário seguiu uma tradição segundo a qual ex-alunos que enriquecem costumam repassar parte da fortuna para a instituição que os formou. O investimento de Lemann em Harvard permitiu que o centro recebesse bolsistas e professores brasileiros. Em 2012, a Fundação Lemann e a Universidade de Stanford inauguraram o Lemann Center for Educational Entrepreneurship and Innovation in Brazil, instalado na Escola de Educação da universidade.
- Mas por que Lemann não criou o centro no Brasil? Cerca de 70% do dinheiro que ele colocou no centro é voltado para formar capital humano, que depois retorna ao Brasil. Na visão de Lemann, esse é o melhor investimento para se fazer pelo país.
- O centro tem convênios com as universidades Estadual de Campinas (Unicamp), Federal de Minas Gerais (UFMG), de São Paulo (USP) e também com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
(Luiza Mello/ De Brasília)
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