O Brasil é o sexto maior consumidor de sorvetes no mundo. Atualmente, existem aproximadamente 8 mil empresas que se encaixam no setor. De todas essas, mais de 90% são de micro e pequeno porte.
De acordo com Eduardo Weisberg, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis), o mercado está trabalhando com a perspectiva de um pequeno aumento de volume de vendas e produção neste ano.
Veja a entrevista de Weisberg ao DOL:
DOL: Como está a indústria de sorvetes atualmente no Brasil?
Weisberg: Apesar dos reflexos da crise, com impactos em diversos setores, a indústria conseguiu se manter estável em 2016, com faturamento de aproximadamente R$ 12 bilhões. Para este ano, estamos trabalhando com a perspectiva de pequeno aumento no volume de produção e vendas.
De acordo com estudo encomendado pela Abis, realizado pela Global Data, em 2016, foram consumidos mais de 1 bilhão de litros de sorvetes no Brasil. A produção do sorvete de massa atingiu a marca de 675 milhões de litros, 195 mi/l de picolés e 133 mi/l de soft.
DOL: Como é a participação da região Norte atualmente no mercado/consumo?
Weisberg:Em média, cada brasileiro consumiu 4,86 litros/ano. O Sudeste respondeu por 52% do consumo total de sorvetes, seguido pelo Nordeste (19%), Sul (15%), Centro-Oeste (9%) e Norte (5%).
DOL: Quais são as tendências para o segmento?
Weisberg:Inovação é a palavra-chave para se manter ativo no mercado. Por isso, muitas empresas têm olhado para demandas específicas dos consumidores e se adequado para trazer constantes novidades. Frutas típicas brasileiras, sabores diferenciados, sorvetes com redução de açúcar, funcionais e sem lactose estão entre as opções disponíveis.
DOL: Micros, pequenos empresários e quem quer investir no setor deve ficar atento a quê?
Weisberg:Os empresários devem estar atentos às tendências do mercado e demandas do consumidor, cada vez mais exigente. Investir em inovação é fundamental para surpreender o paladar de clientes e conquistar espaço, por exemplo, com produtos e serviços personalizados.
DOL: Para que seja um estabelecimento reconhecido pela associação ele deve seguir quais normas?
Weisberg:Para associar-se à Abis é preciso atuar em conformidade com os termos previstos na legislação brasileira, inclusive com as normas de segurança previstas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
DOL: Qual o número de pessoas empregadas nas sorveterias em Belém e no Estado do Pará? Vocês possuem esse dado?
Weisberg:A associação trabalha com números da indústria de sorvetes. Em todo o Brasil, as fábricas empregam, diretamente, 75 mil pessoas, e cerca de 200 mil trabalhadores indiretos.
DOL: Em relação à informalidade como a associação trabalha neste sentido?
Weisberg:Sabemos que neste mercado, a informalidade ainda está muito presente. A Abis busca auxiliar em todas as frentes, de forma a buscar maneiras de garantir a rentabilidade e adequar-se às normas que regem o setor. Uma das maneiras de trabalhar em prol do setor é estimular o aumento da produção e do consumo de sorvetes, trabalhando em uma mudança cultural do brasileiro para que veja o produto como um alimento que possa ser consumido o ano inteiro.
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