O Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) é celebrado amanhã, 29, e a falta de informação ainda é um grande obstáculo que impede a identificação rápida dos sintomas. Somente de janeiro a julho deste ano, o Ministério da Saúde registrou 58 mil internações em hospitais, sendo registrada a morte superior a 100 mil pessoas, segundo o último levantamento de 2015. A doença é uma das principais causas de morte e de sequelas no mundo e no Brasil.
O AVC é causado por uma ruptura de um vaso sanguíneo no cérebro, causando uma lesão em uma área específica, afetando alguma função física do corpo. Há dois tipos da doença: o isquêmico são os casos mais frequentes, quando ocorre a obstrução de um ou mais vasos sanguíneos que nutrem o cérebro, levando a falta de oxigênio e nutrientes, consequentemente a morte dos neurônios; e o hemorrágico, quando o vaso se rompe de forma brusca.
De acordo com o neurocirurgião, Francinaldo Gomes, da Sociedade Brasileira de Neurologia, qualquer pessoa pode sofrer um derrame, o que é um caso raro. Em geral, o AVC ocorre em pessoas a partir dos 60 anos e que já enfrentam doenças e maus hábitos no estilo de vida. “São doenças que predispõem o AVC, como diabetes, a hipertensão, colesterol alto ou por hábitos como tabagismo, o consumo frequente de bebida alcoólica e sedentarismo”, explicou. Segundo o especialista, a doença acomete homens, mas as mulheres estão mais predispostas a sofrer o AVC. “Por conta dos hormônios, eles facilitam a formação de placas de gordura dos vasos, o que pode levar a obstrução e a falta de sangue no cérebro”, diz.
A dona de casa Zuleide Martins, de 63 anos, teve um AVC há dois anos em casa. “Naquele dia eu estava com pressão alta, 27 por 10, eu senti minha visão apagar, muita dor, vomitei e desmaiei no chão”, diz.
(Emily Beckman / Diário do Pará)
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