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Estacionar vira um sofrimento para os motoristas de Belém

Com o crescimento do número de carros em Belém, encontrar uma vaga para estacionar é praticamente um exercício de paciência e resistência dos motoristas. Conseguir um lugar para deixar o carro obriga os condutores a dar várias voltas no quarteirão ou paga

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Com o crescimento do número de carros em Belém, encontrar uma vaga para estacionar é praticamente um exercício de paciência e resistência dos motoristas. Conseguir um lugar para deixar o carro obriga os condutores a dar várias voltas no quarteirão ou pagar caro para os donos de estacionamentos privados que, por hora/fração, chegam a cobrar até R$ 10. Em algumas vias da cidade, a dificuldade fica ainda maior. No centro comercial, por exemplo, como existem vários órgãos públicos e lojas, o proprietário tem de fazer malabarismo para deixar o carro seguro.

A advogada Cristiane Carvalho, 32 anos, vai ao menos quatro vezes ao Fórum Cível, na Cidade Velha. Se ela não chegar antes das 7h30, tem de procurar muito para achar um espacinho e acomodar seu veículo. Cristine conta que há dias que chega a estacionar distante do trabalho, até 3 quarteirões ou paga caro para não ir muito longe. “Quando não encontro vaga na rua, coloco nos locais privados, mais perto. Tem dias que pago até R$ 40, dependendo do tempo”, lembra.

Na região, há muitos estacionamentos privados. Locais que antes eram lojas ou garagens, hoje, faturam guardando carros. Na rua Manoel Barata, do trecho entre as avenidas 16 de Novembro e Presidente Vargas, encontramos 5 desses estabelecimentos. Alguns com a placa sem preço, e a negociação é feita direto com o cliente. Já outros fixam nas paredes valores entre R$ 6 e R$ 10.

Com a frota de veículos crescentes em Belém, a falta de estacionamentos se torna cada vez mais uma dor de cabeça. (Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)

E a situação ainda fica mais complicada porque os flanelinhas também reservam vagas. Quando não há vaga disponível, os clientes deixam a chave do carro com os guardadores, que “organizam” os veículos em fila dupla, isso às vistas de agentes de trânsito, que costumam fiscalizar a região. “A Semob não guincha se a chave estiver com a gente. Eles não levam. A pessoa pode ficar tranquila”, garante um guardador que preferiu não ser identificado.

CONES

Na frente da Prefeitura, outra situação revolta os condutores. Há placa de estacionamento para veículos oficiais e até cones bloqueando a via. No entanto, parados no local, a maioria são veículos comuns. “Os guardas municipais não deixam qualquer pessoa colocar aqui. Só os amigos e funcionários da casa”, denuncia o flanelinha. Enquanto isso, para os demais condutores, restar procurar. “Passei 30 minutos rodando e só achei vaga aqui, sendo que tenho de ir ao meio do comércio”, observa o professor Bruno Barbosa, que estacionou o carro em frente à Praça Frei Caetano Brandão, na rua Siqueira Mendes.

RESPOSTA

Em nota, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) informou que, no Código de Trânsito Brasileiro, estacionamento público “não está entre as obrigações previstas pelos órgãos de trânsito municipais”. A Semob reforça que é função do poder público garantir o fluxo das vias e o transporte público, e não priorizar estacionamento para veículos particulares. A Semob também informa que, área do entorno da Prefeitura de Belém é rota diária de fiscalização e guinchamento.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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