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Centro de atendimento a mulheres do Umarizal está com obras paralisadas

A placa que identifica as obras de reforma e adequação do Centro de Referência em Atenção à Saúde da Mulher II indica que os serviços iniciaram ainda em outubro de 2015. Passados mais de dois anos, porém, as obras ainda não foram concluídas e os serviços

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A placa que identifica as obras de reforma e adequação do Centro de Referência em Atenção à Saúde da Mulher II indica que os serviços iniciaram ainda em outubro de 2015. Passados mais de dois anos, porém, as obras ainda não foram concluídas e os serviços de construção do prédio, localizado no bairro do Umarizal, estão paralisados.

Por trabalhar em uma banca de revista localizada às proximidades do Centro de Referência, Regina Sampaio, 63 anos, acompanha diariamente a movimentação no local. Na verdade, o que ela tem percebido já há algum tempo é exatamente a falta de qualquer movimento que indique a realização de obras. “Há muito tempo que essa construção está parada.”

Na manhã desta quarta-feira (13), o prédio inacabado estava fechado. Na placa de identificação, um detalhe chama a atenção. No local onde é informado o prazo para o término, uma espécie de ‘adesivo’ parece ter sido colocada por cima. O prazo para o encerramento da reforma, indicado em fonte de cor diferente das demais, é 31 de julho de 2018.

Diretor de imprensa do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Wilson Machado aponta que a alegação da Prefeitura de Belém (PMB) para a interrupção dessa e de outras obras ligadas à saúde é a falta de recursos. “As obras todas sofreram interrupções e atrasos por falta de verba para evoluir. A única que evoluiu dentro do cronograma foi a do PSM da 14”, apontou. “Começaram uma obra no PSM do Guamá, mas pararam. A UPA do Jurunas, inclusive, está 80% concluída, mas não tem verba para continuar”, lembra.

Wilson informa que o Sindmepa se reuniu com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) há cerca de um mês e que, na ocasião, teriam sido informados que a PMB conseguiu levantar verbas através do Ministério da Saúde para conclusão de algumas obras e início de outras. Independente disso, ele destaca os prejuízos causados pela demora. “O prejuízo é enorme porque as mulheres já não estão sendo atendidas na saúde, o que poderia amenizar a demanda na alta complexidade”, considera.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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