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Obras da Celpa avançaram pelo Marajó em 2017

Quem acompanha a história da Ilha do Marajó, já pode observar que a região vem dando um salto em direção a um futuro promissor. E o que impulsiona esse progresso está diretamente relacionado a energia elétrica firme e de qualidade que está chegando à Ilha

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Quem acompanha a história da Ilha do Marajó, já pode observar que a região vem dando um salto em direção a um futuro promissor. E o que impulsiona esse progresso está diretamente relacionado a energia elétrica firme e de qualidade que está chegando à Ilha, graças a iniciativa inovadora da Celpa, com a conexão do arquipélago ao Sistema Interligado Nacional.

De acordo com o presidente da Celpa, Nonato Castro, os investimentos na Ilha do Marajó devem aumentar a qualidade de vida da população local. “Essas obras vão levar muito mais que energia de qualidade, é a realização de um antigo sonho do povo marajoara, elas transformarão a vida das pessoas que moram na Ilha do Marajó, proporcionando novas oportunidades de geração de emprego e crescimento econômico e social para a região”, ressalta Nonato.

A interligação das cidades do Marajó já beneficiou 216 mil pessoas. Quando as obras forem concluídas, em 2019, serão 450 mil marajoaras usufruindo de energia elétrica firme e de qualidade.

A primeira etapa do projeto ficou conhecida como Marajó I e foi concluída em 2013. Os municípios atendidos e interligados ao Sistema Nacional foram Portel, Melgaço, Curralinho, Breves, Baião e Bagre. O investimento ficou na ordem de R$ 179,5 milhões, aplicados na ampliação de duas e construção de seis novas subestações, além da construção de 685 quilômetros de rede de distribuição.

Já no ano passado, iniciou-se a segunda etapa da interligação, na qual a concessionária utilizou dois cabos subaquáticos de aproximadamente 17 quilômetros de comprimento. Os cabos conectaram a subestação de Vila do Conde, em Barcarena, a subestação recém-construída de Ponta de Pedras.

A interligação via rio fez a obra avançar para os demais municípios do Marajó, como Cachoeira do Arari e Salvaterra, que, neste ano, já ganharam suas subestações de energia e estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional. Soure também passou a compor o sistema com a entrada em operação de dois alimentadores. O investimento desta segunda fase gira

em torno de R$ 242 milhões e prevê a construção de mais seis novas subestações e 688 quilômetros de rede, que beneficiarão municípios como Santa Cruz do Arari, Anajás, Chaves, Afuá, São Sebastião da Boa Vista e Muaná.

Saída das usinas - As obras da Conexão Marajó fazem a substituição das fontes de geração de energia elétrica que atendem a Ilha. As usinas térmicas que suprem essas cidades estão sendo gradativamente desativadas. Até agora, nove usinas já deixaram de operar na Ilha e até 2019, quando as obras forem concluídas mais seis sairão de atividade. Assim, a geração térmica dará lugar a uma fonte de geração hídrica, que é mais firme, segura e proveniente do Sistema interligado Nacional.

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