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Acompanhante de Irmã Clara diz que seguranças proíbem entrada de visitantes da religiosa

O acompanhante da freira Rosete Maria Barbosa de Campos, conhecida como Irmã Clara, que foi despejada do colégio Santa Madre, onde residia há 50 anos, denuncia que os seguranças do proprietário da instituição, Rosemiro Arrais, estão impedindo a entrada de

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O acompanhante da freira Rosete Maria Barbosa de Campos, conhecida como Irmã Clara, que foi despejada do colégio Santa Madre, onde residia há 50 anos, denuncia que os seguranças do proprietário da instituição, Rosemiro Arrais, estão impedindo a entrada de pessoas próximas à freira de visitá-la, na tarde desta quarta-feira (20).

Segundo Wallace Mendonça, acompanhante e ex-aluno da religiosa de 63 anos, Rosemiro deu ordens para que ninguém entrasse no prédio da instituição para visitar a irmã. Wallace afirma que os amigos de Clara entraram em contato com o advogado dela e com outros representantes da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA).

O DOL tenta contato com Rosemiro Arrais para saber a versão do proprietário do local.

Entenda o caso

Por meio de um vídeo divulgado no Facebook, a freira Rosete Maria Barbosa de Campos, conhecida como Irmã Clara, de 63 anos, denuncia ter sido expulsa da casa que morava dentro do colégio Santa Madre, localizado na avenida Augusto Montenegro, em Belém. Na gravação, a religiosa explica que estava no local há 50 anos. O caso ocorreu na manhã de terça-feira (19).

Conforme é possível ver na publicação acima, o ex-aluno da antiga escola Madre Celeste, hoje Colégio Santa Madre, se mostra indignado com a situação e alega que a freira foi surpreendida, ao retornar do médico, com um muro construído duas horas após a saída dela até o consultório impedindo a passagem ao local onde morava.

Nota da instituição

O colégio Santa Madre se pronunciou sobre o caso por meio de nota à imprensa. No texto, a instituição afirma que a construção de um muro no portão de entrada de veículos, que era utilizado para o acesso da religiosa, teve a intenção de "intensificar e resguardar a segurança de nossos alunos e funcionários e o controle de acesso de entrada e de saída ao colégio" ao "impedir o acesso de veículos nesse local, já que ocorre a circulação de crianças e adolescentes nesta área" e "com o intuito de centralizar o ingresso de pessoas apenas pelo portão principal do colégio, local onde instaladas, inclusive, catracas de segurança para identificação de todos que acessam o espaço".

Segundo colégio Santa Madre, a instituição "jamais proibiu o acesso da Sra. Risete Maria Barbosa de Campos - Irmã Clara ao local onde reside, apenas direcionou que a entrada fosse realizada pela porta principal que fica a menos de 10 metros de distância do portão isolado".

(DOL)

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