Ponto mais fraco de sua gestão, por falta de uma política clara que iniba as mortes violentas e chacinas, Simão Jatene culpou mais uma vez a conjuntura nacional pelos problemas de Segurança Pública. Segundo ele, “a violência é um problema mais amplo e que há necessidade de uma política maior”. Ele destacou também que foram construídas 63 Unidades Integradas Pro Paz.
No entanto, os sindicatos dos Delegados, Policiais Civis, e as associações ligadas à Polícia Militar denunciaram durante todo o ano a falta de condições de trabalho e infraestrutura de diversas unidades pelo Pará, tanto que o Ministério Público move ação contra o Estado pelo sucateamento da frota e das instalações que servem aos policiais, especialmente no interior do Pará.
EDUCAÇÃO
Quando falou de Educação, Simão Jatene não deixou faltar falácias. “A escola deve ir para cada vez mais perto do principal ator: o aluno”, afirmou laconicamente, e destacou que o problema reside na qualidade de ensino, que seria o central para ele, e não na falta infraestrutura.

(Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)
Como era de se esperar, não explicou como isso poderia melhorar no Pará, num reconhecimento de que a qualidade do ensino oferecida ao aluno no Estado está abaixo da média nacional. Mais uma vez, Simão Jatene tentou confundir professores e o público dizendo que nenhum professor do Estado tem remuneração inferior ou igual ao piso nacional da categoria.
Há anos o governo do Estado investe na mentira de que haveria confusão entre o vencimento base e o piso. Ao vencimento seriam somados outros valores, que fariam a remuneração chegar no mínimo 2 vezes acima do piso no contracheque.
No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Pará garante que o Governo do Pará continua pagando bem abaixo do piso nacional do magistério, que no próximo ano será de R$ 2.455,35, para jornada de 40 horas.
(Mauro Neto, colaborou Enderson Oliveira)
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