O ano que começa exigirá muita união e amor. Às vésperas da entrada de 2018, as previsões apontam um ciclo agitado e que, por isso mesmo, pode proporcionar o estreitamento de laços entre os grandes grupos da sociedade. Tanto para os búzios, quanto para a numerologia, 2018 deverá ser um ano de agitação também na natureza. Na consulta aos búzios, a mãe de santo Ana Paula Ojuara pode ver que o ano de 2018 será regido pelo Orixá Obaluaê, Oxum com influência de Exú. Ana Paula explica que Obaluaê é um Orixá da terra, logo, ela estará em evidência. “As riquezas virão da terra. Será um ano de muita colheita, mas esta colheita é a espiritual e material”, explica. “É a colheita do que você plantou que vai começar a colher em 2018”. Também ligado à terra e, a partir da influência de Exú, Ana Paula prevê que o ano de 2018 seja um pouco perturbador. Os búzios demonstram a possibilidade de catástrofes naturais e de disputas por território. “Com influência de Exú pode perturbar a cabeça de muita gente. Exú gosta muito de colocar fogo no circo”, afirma. No campo da política, a mãe de santo aponta que as tramoias continuarão, com revelações bombásticas. Para o Estado do Pará, os búzios apontam um agravamento ainda maior da violência em 2018. Exatamente por essas previsões difíceis, Ana Paula aponta que será necessário muito amor para que se consiga enfrentar bem o ano. “Para que 2018 seja melhor o que vai prevalecer é o amor. Oxum é a rainha do amor, do ouro, a rainha da riqueza. As pessoas vão ter de mudar muito os seus hábitos em relação ao ser humano e buscar o amor para conseguir enfrentar 2018”, diz. As previsões apontadas pelos números não são muito diferentes. Numeróloga e mestre de Heike, Graciete Farias aponta que os números de 2018 sinalizam a necessidade de harmonização da sociedade em geral. “A primeira mensagem que vem de 2018 é que a humanidade será encaminhada a uma união maior”. Graciete aponta que o número de 2018 é o 11. Ela explica que quando os números que compõem 2018 são somados (2+0+1+8) chega-se ao número 11 que, na numerologia pitagórica, é um número Crístico. Consequentemente, quando somam-se os números que compõe o 11 (1+1), chega-se ao 2. “O número 11 também é o número 2, que é o número das uniões e parcerias. É o número em que as pessoas têm de colaborar, tem de participar, tem de delegar, tem de se unir”. A questão é que tal união pode ser concretizada por meio da dor. Graciete aponta que o 11 traz uma energia, dentro de uma influência universal, de agitação e nervosismo. Tal característica demanda a busca por Deus para que se consiga segurar a tendência ao desequilíbrio. A numeróloga aponta que, justamente por essas características, no ano 11 há uma probabilidade grande de que ocorram mais catástrofes naturais. “Observe como o universo é inteligente: se a humanidade está desunida, a catástrofe une”, relaciona. “De um lado o ano traz essa possibilidade de fazer com que a humanidade se una, mas isso pode ser através de dor, sofrimento”. (Cintia Magno/Diário do Pará)
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