Por causa do sol e da chuva repentina, a sombrinha se tornou item inseparável do cotidiano do paraense. De várias cores, tamanhos, modelos e preços, o objeto pode ser encontrado em lojas de variedades, de confecções e com ambulantes. É nessa época do ano, o período mais chuvoso, que o produto aquece ainda mais as vendas. No centro comercial de Belém, por exemplo, os preços variam de R$ 10 a R$ 70.
Na loja de artigos importados de Luiza Lin, localizada na rua Santo Antônio, a quantidade de sombrinha é grande e há pelo menos dez diferentes tipos do produto, da mais simples até a mais sofisticada. Segundo ela, a procura pelo objeto aumentou desde o início de dezembro passado, inclusive foi opção de presente de natal de muitas pessoas. Ela aposta no crescimento de 30% nas vendas para os próximos dias. Segundo a empresária, as sombrinhas custam R$ 20, em média.
As mais simples, de R$ 10, podem ser encontrada com cabo de plástico ou de alumínio, automática ou não, medindo 25x10cm, quase metade do tamanho da mais resistente, que custa R$ 70, revestida de dupla face e mais moderna. “As pessoas também se preocupam com a resistência da sombrinha”, explica Luiza.
EMPREGO INFORMAL
Além de aquecer o comércio, a venda de sombrinha é uma alternativa de trabalho, como tem sido há dez anos para a ambulante Cristiane Melo, 38. “Meu marido estava desempregado e foi através dessa venda que comecei a ajudá-lo e por aqui fiquei”, comentou. Ainda segundo ela, a cada dia aumenta o número de vendedores do produto. “Faça chuva ou faça sol, as pessoas estão comprando. E nessa época, eu vendo quase o dobro se comparado com outro período do ano”, conta.
Uma prova disso é a cabelereira Rosângela de Jesus, 50, que tem pelo menos três sombrinhas. “Não dá para sair de casa sem ela. Esse clima pede”, justifica.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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