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Paradas de ônibus estão em péssimas condições

Faça chuva ou faça sol, usuários que ficam em algumas das paradas de ônibus de Belém vivem momentos de transtornos por causa das precárias condições desses espaços. Em uma rápida volta pela capital é possível flagrar inúmeras paradas sem sinalização, sem

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Faça chuva ou faça sol, usuários que ficam em algumas das paradas de ônibus de Belém vivem momentos de transtornos por causa das precárias condições desses espaços. Em uma rápida volta pela capital é possível flagrar inúmeras paradas sem sinalização, sem cobertura e assento ou mesmo em condições inseguras, com excesso de lixo e estruturas enferrujadas.

O motorista Elias Araújo, 53 anos, estava no sol quente, no final da manhã de anteontem (15), aguardando o ônibus para ir ao trabalho, na esquina da travessa Angustura com a avenida Visconde de Inhaúma, no bairro da Pedreira. “Sem cobertura é péssimo. Não dá pra se proteger do sol, da chuva. E não é só aqui, várias paradas de Belém estão assim”, denuncia.

Além disso, a parada fica entre dois pontos de circulação de veículos: de um lado a Visconde de Inhaúma e do outro a entrada de um lava-jato, que já existe no local há cerca de 12 anos. O proprietário, Rogério Pamplona, 47, diz já ter ido reclamar várias vezes na Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) por causa da irregularidade.

“Colocaram isso de madrugada, enquanto eu não estava e eu já cansei de brigar para tirarem daqui, mas nunca dá em nada”, lamenta. “É nessas horas que a gente percebe que não existe nenhum estudo, foi colocado aqui sem critério”. Outro ponto crítico fica na travessa Lomas Valentina, perto da avenida Almirante Barroso. Ali, a cobertura da parada ficou enferrujada e corroída. O banco, de madeira, está apodrecido e com risco de tombar. Como se não bastasse, não existe nenhuma lixeira por perto e, por isso, o ponto está constantemente sujo.

Em alguns pontos de ônibus, usuários não têm onde se abrigar da chuva ou do sol (Foto: Ney Marcondes)

MANUTENÇÃO

O estudante Mauro Lobato, 28, que há cinco anos pega ônibus ali para ir para a faculdade, denuncia que a parada nunca recebeu qualquer tipo de manutenção e que acha que, a qualquer momento, a estrutura pode começar a inclinar e cair. “À noite fica muito escuro, é perigoso e ninguém vem pra cá”, diz.

Na Almirante Barroso um ponto de ônibus com aspecto inusitado pode ser encontrado na esquina com a travessa Barão do Triunfo. Além de não possuir metade de sua cobertura, a parada tem um banco a poucos centímetros do solo. De tão baixo serve apenas para crianças sentarem. “Como alguém pôde pensar em colocar um negócio desses aí? É óbvio que ninguém vai sentar”, comenta a esteticista Lailana Sagica, 34, que estava voltando para casa de uma consulta médica. Ela, que mora na Augusto Montenegro, diz que na rodovia pegar ônibus é uma dificuldade. “As placas não dizem quais ônibus param ali, quais os itinerários. Eu já me perdi andando de ônibus por falta desse tipo de coisa”, ressalta.

Falta de manutenção deixa a situação ainda pior (Foto: Ney Marcondes)

RESPOSTA

A Prefeitura de Belém informa que, entre 2016 e 2017, 100 abrigos foram instalados pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) em pontos como na Augusto Montenegro, Almirante Barroso e Governador José Malcher, além da manutenção das já existentes. Diz ainda que não são todos os pontos de ônibus que possuem o equipamento porque a sua implantação depende de requisitos como largura suficiente da calçada para ajustar o abrigo e ainda dar espaço para o pedestre, entre outros. A Prefeitura informa, ainda, que a partir da detecção de um abrigo com problemas, a Semob encaminha solicitação à Seurb para que faça a manutenção dos mesmos ou retirada e instalação de novo, quando há disponibilidade de novos equipamentos A nota diz que a Seurb faz levantamento dessas estruturas para fazer uma licitação para instalação de abrigos e que os pontos indicados na reportagem serão inseridos.

(Arthur Medeiros /Diário do Pará)

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