Depois de três anos seguidos de queda, o volume de vendas volta a crescer no setor comercial, segundo presidente do Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), Joy Colares. “Entre 2013 e 2016, o setor de varejo decresceu mais de 25%, mas em 2017 houve uma pequena recuperação, com um crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior”, revela.
Ainda que não suficiente para recuperar tudo que foi perdido nos últimos anos, o retorno do crescimento em vendas aponta um cenário positivo para o Comércio em 2018. “O empresário está mais confiante, então ele investe mais, o que gera mais emprego, o que gera mais salário, e então aumenta o consumo”.
Para Colares, foram quatro os principais fatores que propiciaram esse crescimento. “Primeiro a queda dos índices de inflação”, começa o especialista. Depois de dois anos de recessão, a inflação fechou 2017 em 2,95%. Essa é a menor taxa desde 1998 (1,65%) e a primeira vez que a inflação fica abaixo do piso da meta fixada pelo governo (3% em 2017) desde que o sistema de metas foi implantado no país, em 1999.
Em segundo, o presidente aponta a queda das taxas de juros, que atingiram mínimos históricos em 2017. “A taxa atual, que está em 7%, é a menor desde 93”, comenta. A expectativa do Banco Central é de novos cortes em fevereiro e até mesmo outra redução em março.
Os dois últimos fatores citados pelo presidente do Sindilojas são a estabilidade do dólar e uma pequena retomada do nível de emprego no fim do ano passado.
CARNAVAL
Já sobre o Carnaval, Colares garante que não é um período de aquecimento considerável para o Comércio como um todo. “Há aumento, mas em segmentos muito específicos, como os de fantasia e confecção. Em geral, não existe uma alteração significativa”, esclarece.
(Arthur Medeiros/Diário do Pará)
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