A partir desta quarta-feira (31), uma empresa de medicamentos realizará, em Belém, atendimentos e exames gratuitos para ajudar no diagnóstico da hanseníase. A ação faz parte do Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase 2018 e seguirá até o próximo dia 04 de fevereiro.
A carreta que oferecerá os serviços estará, do dia 31 de janeiro até o dia 02 de fevereiro, no Portal da Amazônia, e nos dias 03 e 04 fevereiro no estacionamento do Mangueirão. O atendimento será efetuado por profissionais de saúde da rede municipal do SUS, das 8h às 14h.
O caminhão itinerante conta com cinco consultórios e um laboratório. Os profissionais farão atendimentos gratuitos para o controle da hanseníase, ampliando a acessibilidade dos serviços a populações vulneráveis, seja em áreas endêmicas ou silenciosas para a doença. Os casos novos diagnosticados iniciam o tratamento e são direcionados para acompanhamento nas unidades de saúde do município de referência.
As ações realizadas serão: triagem de casos suspeitos; exame dermatoneurológico para diagnóstico e avaliação neurológica simplificada; além das atividades de educação em saúde, que tem como objetivo alertar sobre os sinais e sintomas da doença e promover o enfrentamento do estigma e discriminação.
Desde 2009, a ação já passou por 18 estados, 247 cidades e percorreu mais de 53 mil quilômetros. Ao longo desse tempo, foram diagnosticados mais de dois mil casos novos de hanseníase no País, com a ajuda do projeto.
Pará é o 4º Estado com maior incidência da doença
Ações como essa são especialmente importantes no Estado do Pará, que, entre os Estados brasileiros, ocupa atualmente a quarta posição no ranking nacional de incidências da hanseníase. O ranking é elaborado pelo Ministério da Saúde.
Esse posicionamento coloca o Estado em alerta por ser considerada uma situação endêmica alta da doença. De acordo com a coordenadora estadual de Controle da Hanseníase, Rita Beltrão, os dados parciais de 2017 apontam uma taxa de detecção na população geral de 28,31 por 100 mil habitantes; e uma taxa de detecção em menores de 15 anos de idade de 8,82 por 100 mil habitantes.
(DOL)
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