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Chuva não afasta foliões do carnaval de Belém

Muito brilho e criatividade para compor os carros e as alegorias temáticas marcaram a noite do desfile das escolas de samba do grupo A de Belém, da noite de domingo (4) até quase as 6h da manhã de ontem, na avenida Marechal Hermes, no bairro do Umarizal,

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Muito brilho e criatividade para compor os carros e as alegorias temáticas marcaram a noite do desfile das escolas de samba do grupo A de Belém, da noite de domingo (4) até quase as 6h da manhã de ontem, na avenida Marechal Hermes, no bairro do Umarizal, com concentração na Companhia Docas do Pará (CDP) e dispersão no Ver-o-Rio, com saída para a avenida Pedro Álvares Cabral. A estimativa da Fundação Cultural do Município (Fumbel) é que 20 mil pessoas tenham comparecido para assistir aos desfiles.

Diferente do último sábado (3), para quando o desfile havia sido marcado, mas foi adiado por conta dos alagamentos nas vias de desfile, o local estava sem grandes poças d’água. O fato de a chuva ter dado uma trégua durante a tarde do domingo também contribuiu, mas no meio da madrugada ela voltou a cair e algumas escolas saíram na avenida assim mesmo. Todos os desfiles transcorreram tranquilamente, sem nenhum problema técnico ou pessoal.

Mas algumas situações incomodaram quem queria curtir o carnaval e quem queria também descansar na noite de domingo. A cada escola que entrava na avenida, fogos de artifício eram soltados em uma área próxima, deixando vizinhos furiosos e sem dormir. Nas redes sociais, foi possível conferir várias reclamações de quem mora próximo à Doca. E, nas arquibancadas, foi preciso o público tirar as faixas oficiais do carnaval, confeccionadas de plástico, para se proteger da chuva, já que o local não estava coberto. Além disso, a população lotou a área de não pagantes, imprensada na frente de uma empresa de trigo.

AS ESCOLAS

A primeira escola a desfilar foi a Deixa Falar, do bairro da Cidade Velha, logo após as 20h, com uma homenagem ao dendê e suas particularidades históricas e de usos na gastronomia e na indústria de combustíveis, com o enredo o enredo “Dendê, o óleo do negro de cor, aroma, religião e sabor”. O primeiro carro alegórico mostrava aspectos que remetiam à África e à vinda do povo negro ao Brasil, com também correntes que simbolizavam a escravidão. Composto por Tiago Lobato e Dionysio Bentes, o samba-enredo foi cantado por todos os brincantes.

Para fechar o desfile, às 4h45, a Escola de Samba da Matinha surpreendeu o público com o enredo “A emoção está no ar. Projetando vidas. Projetando sonhos. Projetando a sétima arte na passarela do samba”, com 1.200 brincantes em dez alas, que não arredaram o pé da avenida Marechal Hermes nem mesmo sob a chuva, que engrossava com o passar do tempo.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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