A organização do bloco CarnaTrance, que foi interrompido pela Polícia Militar, ontem (13), em Belém, se manifestou nesta quarta-feira (14) e criticou o descaso da prefeitura de Belém quando se trata de blocos de rua e movimentos culturais.
“Estamos vivendo em um regime de ditadura em Belém”, afirmaram através de nota. “O nosso bloquinho de rua, que já é tradicional todo ano e cumpre todo o seu papel dentro da sociedade, foi interrompido já em sua dispersão às 20h devido ao grande número de brincantes que estavam seguindo as manifestações de Carnaval voltada para e-music”.
De acordo com os organizadores, o bloco ocorre sem fins lucrativos e é uma “maneira de nos manifestarmos contra o preconceito e a violência que vivemos hoje em Belém e em favor da música eletrônica”. “Aqui na capital vivemos a lei do silêncio e do esquecimento cultural”, acrescentam.
Ainda conforme a nota, outros blocos que ocorreram em Belém na terça-feira também foram interrompidos, “o que deixou os foliões que não tem dinheiro para bancar "viagens" ou "blocos dentro do circuito da prefeitura" ficassem carentes de diversão gratuitas nesse feriado”.
O bloco tinha concentração atrás do Bosque Rodrigues Alves, no bairro do Marco, mas, segundo a PM, não possuía licença para ser realizado.

Organização mostra solicitação para as licenças do bloco (Foto: divulgação)
(DOL)
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