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Hydro confessa jogar rejeitos no rio Pará depois de denúncia do DIÁRIO

Depois que o Diário do Pará denunciou com exclusividade em sua edição do dia 11 de março que a Hydro Alunorte despeja, através de um canal antigo, resíduos não tratados da sua refinaria de bauxita no rio Pará, que banha Belém, o presidente e CEO da Hydro,

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Depois que o Diário do Pará denunciou com exclusividade em sua edição do dia 11 de março que a Hydro Alunorte despeja, através de um canal antigo, resíduos não tratados da sua refinaria de bauxita no rio Pará, que banha Belém, o presidente e CEO da Hydro, Svein Richard Brandtzæg, comunicou em nota oficial no final da noite de ontem que a empresa norueguesa, de fato, vem contaminando o rio Pará com resíduos não tratados do beneficiamento de bauxita em sua planta industrial em Barcarena.

A nota também retifica que o descarte de resíduos nada tem a ver com os excessos de chuvas na região, conforme informou a empresa à época da publicação da reportagem.

Na nota, divulgada pela assessoria de comunicação, Svein Richard Brandtzæg diz que “nós descartamos água de chuva e da superfície da refinaria não tratadas no rio Pará. Isso é completamente inaceitável e contraria o que a Hydro acredita. Em nome da companhia, pessoalmente peço desculpas às comunidades, às autoridades e à sociedade. Isso ressalta a importância de uma revisão completa da Alunorte, incluindo interfaces da operação com áreas adjacentes e a situação de licenciamento da planta para verificar o cumprimento integral das licenças. Precisamos do entendimento total para que possamos implementar as ações necessárias”.

DESCARTE

Segundo a nota da Hydro Alunorte, de acordo com a licença da empresa, toda a água de chuva e da superfície da área da refinaria deveria ser conduzida para a Estação de Tratamento de Efluentes Industriais (ETEI) da planta. “Os testes realizados pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas) mostraram que a água, ao invés disso, fluía para o canal proveniente da Albras. Esse descarte não está relacionado com as chuvas extremas que ocorreram em fevereiro”, diz a nota, desmentido informes oficiais da empresa divulgados anteriormente. A Hydro Alunorte, em sua nota, informa que após revisão interna, houve também indicação de que a água da superfície da antiga área de armazenamento de hidrato pode ter sido conduzida para o canal da Albras. “A saída de água oriunda do telhado do galpão de armazenamento de carvão da Alunorte já foi fechada. A Hydro está trabalhando para encontrar a melhor solução para fechar também a conexão com a área de armazenamento de hidrato”.

PRAZO

Em sua nota, a Hydro Alunorte diz que “as conclusões da revisão interna e da primeira fase da consultoria independente serão apresentadas em 9 de abril, juntamente com as demais medidas necessárias”. A nota não explica, entretanto, por que e sobre que fatos ou danos estas medidas serão tomadas.

A Hydro informa na sua nota que expandiu a ação da revisão independente, já em curso na Alunorte, e que está a cargo da consultoria SGW Services. A nota também garante que há intenção de conversar com as comunidades adjacentes à operação da refinaria. Além disso, segundo a nota, “a auditoria interna da Hydro realizará uma revisão completa de todas as licenças da Alunorte, complementando a revisão da SGW sobre as licenças e legislação relevante”.

A nota, em que fica clara uma relação íntima da empresa com a Semas e para defender esta, diz que a decisão de expandir o trabalho da SGW e lançar uma auditoria interna foi tomada após a notificação da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), em 15 de março. Entretanto, a notificação vem bem depois da denúncia do Diário do Pará (dia 11), quando a empresa afirmou oficialmente que a Semas já sabia há tempos do despejo de resíduos anteriormente e que nunca informou a comunidade sobre a contaminação provocada por ela.

De forma ilógica, a nota diz que Semas notificou algo que já sabia anteriormente, de que existia, segundo a nota, uma “conexão sem licença entre a refinaria Alunorte e um canal de drenagem licenciado da planta de alumínio Albras. Esta conexão levava água de chuva não tratada do telhado do galpão de carvão da Alunorte para o rio Pará”. A Hydro, segundo a nota, detectou também uma entrada adicional neste canal de água da antiga área de armazenamento de hidrato.

MP FAZ AUDIÊNCIA PÚBLICA COM COMUNIDADE

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e o Ministério Público Federal (MPF) promovem, em caráter de urgência, no dia 22 de março, audiência pública em Barcarena, com o intuito de informar a população sobre as ações dos Ministérios Públicos Federal e Estadual e as propostas para composição de um Termo de Acordo voltado a ações emergenciais, que devem ser adotadas em relação às denúncias de vazamento de efluentes da planta industrial da empresa Hydro Alunorte. O evento ocorrerá de 14h às 18h, na Igreja Assembleia de Deus, em frente à praça de alimentação, no bairro dos Cabanos, em Barcarena.

(Mauro Neto/Diário do Pará)

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