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População reclama do sumiço de trailers da PM

Depois que um trailer da Polícia Militar foi alvejado por criminosos no bairro do Jurunas, no último dia 11, a corporação decidiu desativar todas as sete unidades móveis espalhadas pela Grande Belém. No atentado, uma policial foi baleada. Com a medida tom

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Depois que um trailer da Polícia Militar foi alvejado por criminosos no bairro do Jurunas, no último dia 11, a corporação decidiu desativar todas as sete unidades móveis espalhadas pela Grande Belém. No atentado, uma policial foi baleada. Com a medida tomada pelo comandante da PM no Pará, coronel Hilton Benigno, surge uma preocupação para a população: a ausência dos postos distribuídos pelos bairros.

Em locais que passaram por essa operação, acredita-se que o desligamento de pontos policiais deixou o bairro mais inseguro. No Guamá, havia um PM Box na travessa Guerra Passos, esquina com a passagem Virgílio de Mendonça, que há mais de cinco anos deixou de funcionar. Um morador das proximidades, que não quis se identificar, contou que, quando funcionava, os militares reclamavam da falta de estrutura. “Eles vinham até pedir ajuda para comprar o almoço. Quando a gente ia lá fazer alguma denúncia de assalto, por exemplo, nem adiantava que eles diziam que não podiam sair porque não tinha gasolina.”

Segundo ele, depois que foi desativado, o trailer virou espaço para criminosos se esconderem. Hoje, o que era uma base da segurança pública tem aparência de completo abandono, com portas e janelas quebradas e paredes pichadas.

No Jurunas, havia um box da PM na passagem São Silvestre, mas há mais de sete anos está desativado e hoje restou apenas a estrutura de base. Segundo o autônomo Carlos Rodrigues, 32, quando espaço ainda funcionava, os policiais militares também se queixavam de vários problemas em suas condições de trabalho, como o fato de ser muito pequeno e quente. “Eles próprios pararam de vir e com o tempo ficou abandonado. Então, criminosos começaram a usar o espaço para fumar maconha e esconder armas. Por isso, a população resolveu tirar as grades, as portas e quebrar logo, para deixar assim, aberto”, contou. Atualmente, segundo ele, o local é usado por alguns comerciantes, como se fosse uma barraca de vendas.

CRIMINALIDADE

A São Silvestre possui estabelecimentos comerciais e residências. Moradores relatam que percebem que a criminalidade aumentou muito depois que a base policial foi desativada. “Agora é toque de recolher. À noite, todos têm de ficar em casa. Não entra Uber, nem táxi, a gente fica encurralado por causa do crime”, conta a dona de casa Antônia Pereira, 60. Ali é um dos muitos lugares da cidade onde se tem pintado nas paredes a marca do Comando Vermelho: “Proibido roubar na comunidade C.V.”.

Em entrevista ao DOL, o comandante da PM disse que a possibilidade de desativar os trailers já vinha sendo analisada desde a morte de um policial que estava em uma unidade na praça Matriz de Marituba, no mês passado. Para ele, isso não significará aumento de criminalidade. “Não saímos dos locais, pelo contrário, reforçamos as áreas com mais viaturas e evitamos ficar em um local fixo. Agora reforçamos as áreas com viaturas e elas não podem atender ocorrências isoladas, mas sempre com duas viaturas ou mais, como se faz em todo o Brasil atualmente”, destacou Hilton.

(Alice Martins Morais/Diário do Pará)

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