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Ativista de Barcarena que luta contra a Hydro é destaque em jornal internacional

A história da ativista Maria do Socorro Silva para defender sua casa no município de Barcarena, no nordeste paraense, contra a empresa Hydro Alunorte, a maior refinaria de alumina do mundo e seus apoiadores do governo local, ganhou destaque no jornal "The

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A história da ativista Maria do Socorro Silva para defender sua casa no município de Barcarena, no nordeste paraense, contra a empresa Hydro Alunorte, a maior refinaria de alumina do mundo e seus apoiadores do governo local, ganhou destaque no jornal "The Guardian", no último sábado (21).

Como líder dos moradores - comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas - Socorro relembra as intimidações que sofreu vindas de uma voz de advertência ao telefone, uma intrusão doméstica, um soco no rosto e até mesmo um cano de pistola cutucado contra a orelha.
Dois associados e amigos foram mortos desde dezembro. Mesmo assim, em vez de medo, a ativista defende com fúria após as ameaças em seu quilombo.
“Vamos lutar contra isso? Sim. Mais morrerá? Sim! Eles matam a água, o ar e os animais. Eles devem ser colocados na prisão", desabafa durante entrevista.
Diagnosticada com câncer recentemente, Maria do Socorro também chora ao relembrar a situação de sua comunidade e do meio ambiente, após testes que indicam altos níveis de contaminação por chumbo no sangue e, zangava com a refinaria e com a ausência do governo.
Há 10 anos, ela vem lutando contra a Hydro Alunorte, contra a mina de bauxita da Albrás que a fornece, contra investidores, contra os consumidores do primeiro mundo que usam estanho, latas, alumínio, panelas antiaderentes, barris de cerveja e peças de avião sem pensar nos custos ambientais e sociais.
O jornal também destaca outros oito ativistas e suas defesas pela Terra.
Além de Maria do Socorro, jornal destaca atuação de outros oito ativistas. (Foto: Jornal The Guardian/Reprodução)

RELEMBRE AS ÚLTIMAS IRREGULARIDADES

A primeira foi a denúncia foi feita pelos moradores da região no dia 17 de fevereiro. Várias imagens mostraram as águas com uma coloração estranha: este era o anúncio do rompimento de uma das barragens de rejeitos.

O segundo ponto clandestino descartava efluentes não tratados diretamente no rio Muripi e foi localizado e denunciado por pescadores em uma comunidade da região já no dia 23 de fevereiro.

Na época, o laudo do Instituto Evandro Chagas (IEC) mostrou a partir de um laudo divulgado no mesmo dia. Com a afirmação do IEC, foi então que a gigante Hydro confirmou a existência da tubulação.

Agora no dia 11 de março foi encontrado um canal que despeja rejeitos sem tratamento do beneficiamento da bauxita diretamente no Rio Pará. As informações foram fornecidas por uma fonte interna da empresa com exclusividade ao DIÁRIO que afirma que o antigo canal é utilizado hoje como um “ladrão” para evitar o transbordamento das bacias de rejeitos.

Após a denúncia do Diário do Pará, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) determinou o fechamento do canal ilegal e que o fizesse imediatamente no prazo de 48h.

(DOL com informações do jornal "The Guardian")
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