A história da ativista Maria do Socorro Silva para defender sua casa no município de Barcarena, no nordeste paraense, contra a empresa Hydro Alunorte, a maior refinaria de alumina do mundo e seus apoiadores do governo local, ganhou destaque no jornal "The Guardian", no último sábado (21).

RELEMBRE AS ÚLTIMAS IRREGULARIDADES
A primeira foi a denúncia foi feita pelos moradores da região no dia 17 de fevereiro. Várias imagens mostraram as águas com uma coloração estranha: este era o anúncio do rompimento de uma das barragens de rejeitos.
O segundo ponto clandestino descartava efluentes não tratados diretamente no rio Muripi e foi localizado e denunciado por pescadores em uma comunidade da região já no dia 23 de fevereiro.
Na época, o laudo do Instituto Evandro Chagas (IEC) mostrou a partir de um laudo divulgado no mesmo dia. Com a afirmação do IEC, foi então que a gigante Hydro confirmou a existência da tubulação.
Agora no dia 11 de março foi encontrado um canal que despeja rejeitos sem tratamento do beneficiamento da bauxita diretamente no Rio Pará. As informações foram fornecidas por uma fonte interna da empresa com exclusividade ao DIÁRIO que afirma que o antigo canal é utilizado hoje como um “ladrão” para evitar o transbordamento das bacias de rejeitos.
Após a denúncia do Diário do Pará, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) determinou o fechamento do canal ilegal e que o fizesse imediatamente no prazo de 48h.
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