A buraqueira na rodovia Transcoqueiro, em Belém, motivou um protesto feito por moradores, ontem de manhã. Com restos de móveis e entulhos, os manifestantes bloquearam totalmente o trecho entre a rua do Una e passagem Boa Vista. Somente no início da tarde que uma parte da via foi liberada para tráfego. Se não forem atendidos, os moradores prometem fechar de novo o local hoje.
“A reclamação é porque pagamos nossos impostos e não vemos nenhuma melhoria. Estamos abandonados. Esse problema é antigo. Somente na semana passada, foram quatro acidentes só neste trecho. Sem contar no engarrafamento nos horários de pico”, critica o comerciante Rubens Vinagre.
Enquanto a via estava bloqueada, as seis linhas de ônibus que trafegam por lá, além de caminhões e carros de passeio, foram impedidos de seguir em frente, tanto em direção à avenida Augusto Montenegro quanto à rodovia Mário Covas. “Quem conhece esse problema, apoiava. Quem passava pela primeira vez, criticava”, conta Rubens.
Nem mesmo quando parte da via foi liberada o trânsito melhorou, uma vez que a pista é estreita, de mão dupla. Com o bloqueio, os motoristas precisaram ter paciência e fazer malabarismos diante dos buracos e evitar colisões. Motoqueiros subiam as calçadas. Alguns carros tiveram pneus presos nos buracos. “Isso aqui é uma vergonha, sempre foi assim”, dispara o autônomo Augusto Santos.
Problemas de buracos, lama, falta de saneamento e ciclovia são antigos na rodovia e geraram diversos protestos da população, mas até o momento não houve solução. Para o morador Roberto Farias, 50, o protesto ainda é a única forma de chamar a atenção das autoridades. “Moro aqui há 45 anos e vou morrer sem ver melhorias. Só o nome é rodovia. As condições são péssimas. Precisamos que alguém venha fazer algo, não aguentamos mais”, desabafa.
Em nota, a Prefeitura de Belém informou que recentemente fez um serviço de tapa-buraco na Transcoqueiro, no trecho que compete à capital. “Estes reparos têm por objetivo recuperar a via nos locais que apresentam desgaste natural do asfalto e serão novamente realizados nos locais que necessitam de recuperação”.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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