A partir de hoje, os eleitores terão disponível outra ferramenta de combate ao crime eleitoral: o Disque-Denúncia. Por meio dele, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA), em parceria com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Ministério Público Federal (MPF) receberão denúncias a respeito de possíveis crimes eleitorais que forem flagrados durante o pleito deste ano.
Para receber as denúncias, um comitê estadual de combate à corrupção eleitoral será formado por voluntários da CNBB que serão responsáveis por coletar as acusações e encaminhá-las ao MPF e TRE/PA. Até o momento, 20 voluntários estão inscritos para atender as denúncias.
Quem quiser participar como voluntário deve procurar a CNBB, na travessa Barão do Triunfo, 3151, preencher uma ficha e levar seus documentos pessoais.
COMO FAZER - Ligue para o número 08000916220, que estará disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Na semana das eleições, o trabalho será intensificado.
Aplicativo que relata online crimes eleitorais também já está ativo
A nova versão do aplicativo Pardal já está no ar. A ferramenta é um instrumento da Justiça Eleitoral que pode ser utilizado pelo cidadão para oficializar denúncias contra crimes eleitorais. A versão 2018 traz uma novidade como a possibilidade de denunciar partidos e coligações.
O Pardal pode ser baixado gratuitamente nas versões Android e iOS. É possível fazer denúncias referentes à propaganda eleitoral nas ruas, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais e doações, além de gastos eleitorais. No ato do registro, o cidadão deverá anexar também elementos que indiquem a existência do ilícito,como vídeos, fotos e áudios.
CADASTRO - Para oficializar a denúncia, o aplicativo pede os dados pessoais do cidadão, porém as autoridades responsáveis por apurar a notícia de infração manterão em sigilo as informações do denunciante. As denúncias registradas no app Pardal são apuradas por autoridades do Tribunal Regional Eleitoral do Pará e Ministério Público Federal. E todo o processo pode ser acompanhado por quem fez a denúncia.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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