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Esquema semelhante foi descoberto no Mato Grosso do Sul

O esquema praticado por Simão Jatene em 2002 não foi o único descoberto envolvendo um governador. Por coincidência, o caso mais recente atingiu um político do mesmo partido de Jatene, o PSDB. Na última semana, o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo

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O esquema praticado por Simão Jatene em 2002 não foi o único descoberto envolvendo um governador. Por coincidência, o caso mais recente atingiu um político do mesmo partido de Jatene, o PSDB. Na última semana, o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, foi alvo de uma operação da Polícia Federal após a delação feita pelo sócio da JBS Wesley Batista ao STJ. Segundo ele, a empresa de carnes pagou R$ 70 milhões em propina ao governador, atual candidato à reeleição, do início de 2015 ao final de 2016, em troca de benefícios fiscais.

Azambuja e outros políticos e empresários foram alvos da Operação Vostok, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal com autorização do ministro do STJ Félix Fischer, relator do inquérito no tribunal. O ministro determinou a prisão temporária, por cinco dias, de 14 pessoas, incluindo um dos filhos do governador, Rodrigo Souza. Ele também autorizou buscas e apreensões em três endereços vinculados ao governador, um dos quais o próprio gabinete de trabalho na Governadoria.

SISTEMA

O sistema funcionava, segundo os Batista, da seguinte forma: o governador garantia, em decretos e aditivos, determinadas isenções fiscais para a JBS e, em troca, a empresa destinava em propina para o chefe do Executivo correspondente a 20% (de 2003 a 2006) e 30% (de 2007 a 2016) do total dos créditos tributários recebidos pela empresa. Dos R$ 70 milhões destinados a Azambuja, segundo Wesley, cerca de R$ 53 milhões foram para as empresas que emitiam notas fajutas.

(Folhapress)

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