Na véspera do segundo turno das eleições, o candidato Helder Barbalho (MDB) segue na liderança da disputa pelo Governo do Estado com ampla vantagem. Segundo a pesquisa da empresa Real Time Big Data, divulgada ontem (26) pela TV Record Belém, Helder está com 59% dos votos válidos. Aliado do atual governador Simão Jatene, Márcio Miranda (DEM) aparece com 41%.
Nesse novo levantamento, realizado pela Real Time Big Data, 1.500 pessoas foram ouvidas na última quinta-feira (25). A margem de erro da pesquisa é de 3% para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números PA 05541/2018 BR 00824/2018. O segundo turno das eleições acontece neste domingo (28). No Estado do Pará, 5.499.283 eleitores estão aptos a votar para governador e presidente, segundo dados do TRE-PA. O ex-ministro da Integração Nacional conquistou 1.825.708 votos no primeiro turno.

IBOPE
No último dia 18, a TV Liberal divulgou a primeira pesquisa do Ibope sobre o 2º turno da eleição para governador no Pará, com números parecidos. Nessa pesquisa, Helder Barbalho aparece com 58% dos votos válidos contra 42% de Márcio Miranda. O Ibope ouviu 812 eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro, e o levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Tropas estão sendo deslocadas para o interior
SEGURANÇA
Tropas da Marinha, Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB) já estão sendo deslocadas desde a última terça-feira (23) para atuar em 60 municípios paraenses no segundo turno das Eleições 2018, que ocorrerá neste domingo (28). São 3.700 militares participando da operação. A novidade nesta reta final do pleito foi a inclusão do município de Barcarena e a exclusão de Moju e Monte Alegre da operação, a pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
(Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)
Esta é a primeira vez em que as Forças Armadas estão em trabalho integrado durante um pleito eleitoral no Pará. As três instituições formaram o Comando Conjunto Norte – composto pelo Comando Militar do Norte, 4º Distrito Naval e Ala 9, a pedido do Ministério da Defesa, atendendo a uma solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Comando Militar do Norte (CMN) atende os estados do Pará, Amapá, Maranhão e norte do Tocantins. E, ao todo, 108 municípios desses estados receberão mais de 5 mil militares de tropas das três Forças Armadas.
O Comandante da 8ª Região Militar, general Anísio David de Oliveira Júnior destaca que o trabalho realizado neste segundo turno é semelhante ao primeiro e consiste numa integração com os órgãos de segurança pública e em colaboração ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “Esse trabalho conjunto realmente foi um êxito no primeiro turno e temos a certeza que isso vai se repetir. Nossa missão é criar as melhores condições para que o cidadão possa exercer seu direito de eleger seus dirigentes”, pontua.
Observatório monitora casos de violência
ATENDIMENTO
As agressões motivadas por questões políticas preocupam instituições ligadas aos direitos humanos no Pará. Nesta sexta-feira (26), a Associação dos Defensores Públicos do Pará (ADPEP) manifestou a sua preocupação com essa situação e as demais práticas que possam atingir a democracia.
A Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP) também publicou uma nota em nome de cerca de seis mil Defensoras e Defensores Públicos do país manifestando sua confiança nos valores democráticos para um processo dialógico.
“É de suma importância à cidadania e ao estado democrático de direito que as pessoas sejam respeitadas em sua liberdade de expressão, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, identidade ou qualquer outra forma de discriminação que devem ser os objetivos buscados por todos os brasileiros”, afirma a Presidente da ADPEP Mônica Belém.
Preocupadas com essas formas de violência e intolerância política, a Defensoria Pública do Pará, a OAB-Pará e Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) criaram um Observatório de Intolerância Política no Pará, plataforma que opera como um grupo de atendimento, recebendo denúncias de pessoas ou coletivos que, no Pará, tenham sido vítimas de atos de intolerância política e/ou restrições à liberdade de reunião pacífica e livre manifestação.
As denúncias são feitas de forma sigilosa por meio de um formulário eletrônico, e seus conteúdos podem ser de diversas naturezas: ameaças, violência física, ataque virtual, dano patrimonial, entre outros atos que tenham resultado de desacordos políticos entre as partes. São investigados assédios e ofensas proferidos via WhatsApp, Instagram e Facebook. A diretoria do Observatório frisa que é importante printar mensagens e filmar qualquer ação dessa natureza, para que sejam usadas como prova.
(Diario do Pará)
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