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Visitantes aproveitam os espaços de lazer de Belém nestas férias

Não é preciso percorrer longos quilômetros para desfrutar de contato com a natureza. A cidade, banhada por rio e tomada por mangueiras é um convite à prática de atividades de lazer, sobretudo neste período de férias escolares. Em uma manhã de domingo, há

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Não é preciso percorrer longos quilômetros para desfrutar de contato com a natureza. A cidade, banhada por rio e tomada por mangueiras é um convite à prática de atividades de lazer, sobretudo neste período de férias escolares. Em uma manhã de domingo, há opção para quem pedala, anda de patins, corre, joga bola ou mesmo para quem prefere sentar e desfrutar a brisa fria que vem da água.

A última opção é, sem dúvida, a preferida pelo aposentado Almir Alencar de Oliveira, 81 anos. No Portal da Amazônia, ele rememora os tempos em que a prática da pesca era rotineira em sua vida. “Eu gosto é desse ventinho gostoso, de pescar...”, conta. “Hoje em dia já não dá mais para eu pescar porque não dou mais conta, mas os meus filhos gostam. Eles pescam por mim”.

Na companhia de dois filhos, duas noras e dois netos, o domingo de Almir foi aproveitado na beira do rio, mesmo no centro da cidade. O aposentado conta que, há alguns meses, problemas de saúde lhe impediram de sair de casa por longos períodos.

Assim que a saúde foi reestabelecida, porém, ele fez questão de voltar para a brisa proporcionada pela natureza. “Tem que ter esse contato com a natureza porque isso faz muita falta”, recomenda. “Imagina se não tivesse isso aqui. Teria que ir para longe, para Mosqueiro, para aproveitar o rio”.

Já o engenheiro agrônomo Inálio Cruz, 49 anos, preferiu aproveitar a sombra das árvores do Portal da Amazônia. Acompanhado dos dois filhos caçulas, a Maitê, de 4 anos, e o Tobias, de 2 anos, ele aproveitou o domingo para levar as crianças ao contato com a natureza.

“Foi pensando justamente no contato com o ar livre que vim para cá com eles”, comentou. “Nós moramos em apartamento, então é importante que eles tenham essa possibilidade de brincar em uma área maior, livre”.

A área do gramado da Praça da República também foi o ponto escolhido pelas crianças que aproveitavam o domingo no local. Para que o campinho de futebol fosse montado, foram necessários apenas dois pares de tênis e uma bola. A diversão era garantida. “Nós somos de Cametá e estamos passeando em Belém.

Aí resolvemos aproveitar a praça”, contou a dona de casa Vanessa Damasceno, 33 anos, mãe do Marcos, de 12 anos, um dos meninos que jogava bola com os primos no local. “Hoje em dia eles são muito ligados em tecnologia, então o domingo é dia desse tipo de passeio”.

E se a praça é lugar para brincar de bola, fazer piquenique, passear, há espaço também para a dança. Ao lado do Teatro Waldemar Henrique, os jovens que integram o projeto de hip-hop ‘Zulu Cypher’ mostravam sua arte na dança.

TROCA

“Os espaços públicos, como a praça, também podem ser de troca de saberes, de diversidade cultural”, avaliava o integrante do projeto, Marcos Albuquerque, 41 anos. “A gente percebe que aqui a gente se comunica com todo mundo, muitas famílias param para assistir”.

Com dois anos de idade, a pequena Manoela não escondia o encantamento diante dos passos e manobras do hip hop. Animada, ela mesma não deixou de arriscar uma dança. “É uma coisa nova que a gente não está tão acostumado a ver em Belém, então acaba sendo um lazer a mais para quem frequenta a praça”, avaliava a empresária e mãe de

Manoela, Larissa Munhoz, 25 anos. Além de Manoela, ela também estava acompanhada pelo filho Arthur, de 3 anos. “O legal do domingo na praça é justamente essa
variedade cultural”.

Diante da grande quantidade de pessoas que desfrutava dessa variedade na Praça da República, havia quem tentasse fazer uma renda extra. Aos domingos, a universitária Camile Silva, 19, aproveita para garantir a renda que lhe ajuda a pagar a faculdade de fisioterapia. “Vendemos água e refrigerante. Nos dias de domingo até que dá para fazer uma boa renda, principalmente nos dias de sol”.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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