Civil do Pará divulgou, ontem, em entrevista coletiva a jornalistas, o balanço
das “Operações Reversos, Slot e Blackjack”, que visam dar cumprimento a
mandados de busca e apreensão e prisão preventiva. Presidida pelo
delegado-geral Alberto Teixeira, a entrevista foi realizada na sede da
Delegacia-Geral, em Belém. A operação “Reversos” ocorreu de forma simultânea em
todo o Pará, tendo início no dia 13 de novembro de 2019, e foi finalizada, no
final da tarde de ontem. No total, foram efetuadas 307 prisões, sendo 64 ontem.
A ação contou com um efetivo de 1.016 policiais e 254 viaturas.
Já as
operações “Slot” e “Blackjack”, iniciadas no mês de novembro, ocorreram em
bairros da Grande Belém e deram cumprimento a mandados de busca e apreensão em
estabelecimentos de exploração de atividades econômicas ilícitas com práticas
não tributadas. A força-tarefa de combate à lavagem de dinheiro foi iniciada na
quinta-feira (19) e seguiu por todo o dia de ontem com análise minuciosa dos
materiais apreendidos.
As operações
“Slot” e “Blackjack” foram realizadas pelas equipes de policiais do Núcleo de
Inteligência Policial (NIP) e pela Diretoria Estadual de Combate à Corrupção
(Decor), sob comando do delegado Temmer Kayat do Núcleo de Inteligência
Policial (NIP). Já a operação Reverso foi coordenada pelo delegado Hebert
Renan, titular da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor).
“A operação
‘Reverso’ teve como alvo os presos que são liberados por indulto. E, por meio
desta ação, a Polícia Civil os está devolvendo ao sistema penitenciário
paraense ou colocando no sistema os que tem mandados de prisão e estão nas
ruas. Desta forma, o objetivo é diminuir os crimes contra o patrimônio,
principalmente os que ocorrem nesta época de final de ano”, destacou o
delegado-geral.
“As operações ‘Slot’ e ‘Blackjack’ foram deflagradas visando combater algumas atividades ilícitas que exploram os ‘jogos de azar’, sob várias modalidades dentre elas: caça-níquel, jogo do bicho, etc. Essa atividades ilícitas, de alguma forma, fomentam a criminalidade, que por sua vez em busca de territórios esses grupos acabam entrando em choque criando situações de homicídios, por conta das desavenças entre seus membros, além de que tal atividade sirva pra lavar dinheiro de outros crimes, como por exemplo, o tráfico de drogas, assaltos etc.”, finalizou o delegado.
Materialidades
dos crimes serão minuciosamente analisadas
Segundo o
delegado Temmer Kayat, do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), as
materialidades dos crimes, referente as atividades ilícitas praticadas, foram
todas coletadas nos locais das buscas e serão minuciosamente analisados dentro
do Inquérito Policial (IPL). Sobre as residências onde foram cumpridos os
mandados de busca, o delegado Temmer ressalta “ Por meio das investigações,
ficou constatado que as residências onde ocorreram as buscas funcionavam como
postos avançados das organizações criminosas. Durante o mandado, mais de 30
pessoas foram ouvidas só na data de anteontem, e, até o momento, não foi
realizada nenhuma prisão”.
A Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor), através do delegado Hebert Renan, explicou que os mandados são alimentados no sistemas da Polinter (Serviço de Polícia Interestadual) da Policia Civil, onde cada delegacia verifica seus mandados via sistema e posteriormente tem o dever de cumpri-los dentro de sua própria área.
Sobre os critérios dos mandados, o delegado salientou que é “realizado um levantamento por parte das equipes policiais das respectivas unidades que estão nas ruas no dia a dia, cientes sobre as pessoas que podem ser presas, desta forma é realizada a busca no banco de dados e são efetuadas as prisões. Alguns desses mandados são cumpridos com o acusado ainda preso, isto é, cumprindo sua pena, antes de receber seu indulto pelo crime cometido. Já a maioria dos mandados são de pessoas que estão em liberdade, e a polícia obtém sucesso em suas capturas”, finalizou.
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