O médico Orlando Veiga Filho, preso na última segunda-feira (13) por suspeita de abusar sexualmente de pacientes no sudeste paraense, pode ter feito pelo menos oito vítimas no Estado: as mulheres procuraram a Delegacia de Tucuruí e afirmaram ter sofrido atos de violência sexual de Orlando. A Polícia Civil do Pará investiga o caso.
Segundo a Polícia Civil, até esta terça-feira (21), “oito pessoas procuraram a Delegacia de Tucuruí dizendo-se vítimas do médico Orlando Veiga Filho”. A corporação informa, ainda, que deve concluir e protocolar o inquérito sobre os casos de abuso sexual, no Tribunal de Justiça do Estado, nesta terça-feira (21).
O caso está em segredo de justiça.
ABUSOS SEXUAIS
O médico ginecologista Orlando Veiga Filho foi preso na última segunda-feira (13) na cidade de Tucuruí, sudeste paraense, acusado de violência sexual mediante fraude. O profissional atuava, e as vítimas seriam pacientes que frequentavam a clínica particular em que ele prestava atendimento.
O trabalho de investigação da Polícia Civil foi realizado durante a Operação Obsidere. A ação foi desencadeada a partir do registro de Boletim de Ocorrência Policial, no dia 02 de julho, na Delegacia de Breu Branco, registrado por uma mulher de 29 anos, que informou o crime durante o retorno de sua consulta ginecológica, feita, no mesmo dia, no Laboratório Biolab, pelo médico Orlando Veiga Filho.
"Importante destacar que a vítima, que não tinha experiência anterior em consulta ginecológica, já havia se sentido abusada no dia 28 de maio de 2020, em sua primeira consulta com o médico. Constatando, no segundo encontro com o médico, que havia ocorrido a conjunção carnal sem seu consentimento, ela então procurou a Unidade Policial", informou a delegada Luiza Moema, titular da delegacia de Breu Branco.
Considerando a complexidade dos elementos que envolvem esse tipo de crime, foram rapidamente providenciados o exame pericial-sexológico da vítima, que atestou a prática de conjunção carnal recente, bem como o acompanhamento assistencial-psicológico, que constatou o seu abalo emocional. As oitivas testemunhais confirmaram, de maneira firme e coerente, a materialidade e autoria delitivas.
Durante a investigação, policiais civis receberam denúncia anônima de que o médico já havia abusado sexualmente de outras pacientes. "A autoridade policial aprofundou as investigações, e apurou que o médico já exerceu atividade em diversos estados, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e São Paulo, nos quais não há registro de sua especialidade como ginecologista nos Conselhos Regionais de Medicina. A investigação também apurou que, em 2011, no município de Itupiranga, ele havia abusado sexualmente de outra mulher, com o mesmo "modus operandi"", afirmou a delegada.
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