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DESAPARECIDO HÁ DOIS MESES

Duas mulheres ainda são procuradas por morte de agente prisional na Grande Belém

Corpo de José Cleber de Oliveira foi encontrado nesta quinta-feira (14) após ampla investigação da Secretaria de Administração Penitenciária e da Polícia Civil

sexta-feira, 15/01/2021, 15:44 - Atualizado em 15/01/2021, 15:44 - Autor: J.R Avelar/Diário do Pará


Imagem ilustrativa da notícia: Duas mulheres ainda são procuradas por morte de agente prisional na Grande Belém
| Reprodução

Acabou, em parte, o sofrimento de amigos e familiares do policial penal José Cleber de Oliveira e Sousa, de 53 anos, que estava desaparecido desde o dia 3 de novembro último. Após dois meses de trabalho investigativo e de Inteligência, por parte da Secretaria de Administração Penitenciária e Polícia Civil, o corpo do policial foi encontrado no início da tarde desta quinta-feira (14), enterrado em uma cova rasa às margens no canal Maguariaçu, por trás dos conjuntos Cidades Nova, em Ananindeua. Dois homens foram presos e dois adolescentes apreendidos, suspeitos de envolvimento no crime.

Quatro pessoas são identificadas por envolvimento na morte de policial penal

O caso foi registrado na Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos, que passou a investigar o desaparecimento do policial penal, que era lotado no Centro de Triagem da Marambaia. Algumas informações foram analisadas pelos policiais, com apoio do Serviço de Inteligência da Secretária de Administração Penitenciária. No dia do desaparecimento, José teria ido a um estabelecimento comercial, no conjunto Guajará, comprado alguns produtos e em seguida desapareceu.

Naquele dia, ele vestia apenas uma bermuda vermelha e uma camisa do Palmeiras. Foi visto acompanhado de um amigo. Segundo o que os policiais já apuraram, ele foi vítima de criminosos que agem em nome de uma facção criminosa e, com a descoberta do local onde o corpo foi enterrado, a Polícia Civil fecha a questão sobre o caso, faltando prender duas mulheres que tiveram participação ativa no crime.

O assassinato começou a ser desvendado depois que o tenente-coronel Vicente, do Comando de Operações Penitenciárias, recebeu informações anônimas dando conta que um homossexual da localidade estaria envolvido no crime.

O rapaz foi identificado como Sérgio Gabriel Rayol Santana. Ao ser questionado sobre o assunto, informou que não sabia de nada. Porém, ele estava em situação considerada irregular pelos policiais e então foi encaminhado à Central de Monitoramento da Seap para colocação de tornozeleira eletrônica.

ENVOLVIMENTO

Ontem (14), as buscas continuaram e novas informações anônimas afirmaram que Sérgio Gabriel teria, sim, envolvimento com o crime. Ele contou ao policiais do 29°BPM, comandado pelo sargento Neves, que a vítima frequentava os mesmos ambientes de um homem identificado como Vagner Silva dos Passos. Com os dois homens presos, a polícia chegou até a identificação dos autores do crime.

 

| Divulgação
 

Sérgio Gabriel Rayol Santana e Vagner Silva dos Passos foram presos. Foto: Divulgação

Dois deles são adolescentes e outras duas são mulheres, já identificadas, e que foram até a residência de Sérgio Gabriel no dia do crime, em busca de um terçado e uma enxada.

Os adolescentes acabaram relatando onde tinham enterrado o corpo do policial penal. A Polícia Civil, através da Divisão de Homicídios de Agentes Públicos, deve indiciar todos os presos pela morte e ocultação de cadáver de José.

Os policiais apuraram que os acusados seriam integrantes de uma facção criminosa que atua no bairro do Guajará. Eles e os materiais apreendidos foram apresentados na Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos.

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