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TRIBUNAL DO CRIME

Didi: o ex-CV que estaria envolvido em morte de jovem

Adriana foi interrogada sobre o paradeiro de Didi. Ele comandaria uma facção rival em Igarapé-Miri

terça-feira, 23/03/2021, 22:57 - Atualizado em 24/03/2021, 08:27 - Autor: Com informações de J.R Avelar/Diário do Pará


Imagem ilustrativa da notícia: Didi:
o ex-CV que estaria envolvido em morte de jovem
| Reprodução

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que Adriana Miranda Braz implora pela vida, mas não escapa da morte.

Ela foi baleada à queima-roupa no município de Igarapé-Miri, nordeste paraense, e o pai procurou a polícia no sábado passado (20) para denunciar o desaparecimento.

No vídeo, a jovem de 21 anos aparece sendo interrogada sobre o paradeiro de Dieliton Rodrigues, O Didi, que aparece em uma imagem de celular identificada pela polícia com uma arma.


EX-COMANDO VERMELHO

Didi seria um ex-membro da facção Comando Vermelha. Os membros da CV teriam sido os responsáveis pela filmagem e morte de Adriana.

Didi montou o próprio grupo e, segundo a polícia, ainda está de posse de um arsenal com armas longas. 

Na última semana, durante uma operação da Polícia Militar, foram apreendidas várias armas, incluindo um fuzil e uma escopeta de grosso calibre, além de coletes balísticos que estavam sendo guardados em uma casa, em Igarapé-Miri.

Dieliton Rodrigues Pena, 30, é foragido do Sistema Penal do Pará desde 21 de abril de 2019.

Desde então, ele formou uma milícia responsável por muitos homicídios, latrocínios e tráfico de drogas.

Por ser diabético, ele precisa diariamente tomar doses de insulina. 

O registro mais recente dele foi conseguido durante uma operação policial em um celular de um criminoso.

Nele, Didi aparece ao lado da inseparável metralhadora, com roupas camufladas e, segundo a polícia, ele tem uma “boa rede” de informantes na cidade de Igarapé-Miri.

Dieliton Rodrigues Pena começou a vida criminosa muito jovem, integrando o bando do “Rola-Papo” rival do bando da “Matinha” e “Cinco-Bocas”, em Igarapé-Miri, responsável na década passada por uma onda de assassinatos na cidade que renderam a prisão dele em 2018, até fugir do Sistema Penal.

No vídeo, Adriana afirma que foi levar uma quantidade de drogas para Didi.

Ela afirma que ele estava com uma “bico”, que no linguajar criminoso se trata de uma arma longa.

INVESTIGAÇÃO

De acordo com a Polícia Civil, o local da execução de Adriana foi encontrado na tarde de ontem (22), junto com evidências como cápsulas de uma pistola Ponto 40, arma similar a que aparece no vídeo do crime.

A delegada Renata Gurgel solicitou perícia do Instituto Médico Legal (IML) e nesta terça-feira (23) realizou uma varredura para encontrar o corpo da jovem.

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