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Suspeito de participar da morte de guarda municipal é preso

Segundo investigações da divisão de homicídios de agentes públicos da Polícia Civil, Alan Lobo Viana era o responsável por vigiar os passos da vítima

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Imagem ilustrativa da notícia Suspeito de participar da morte de guarda municipal é preso camera reprodução/RBATV

Desde o início de 2021, atentados em série contra agentes de segurança pública estão sendo registrados na Região Metropolitana de Belém. Segundo a Polícia Civil, as execuções e tentativas de homicídio têm ligação com a repressão dos órgãos de segurança pública do estado à atuação de facções criminosas.

Alan Lobo Viana, de 19 anos, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (12), em Cametá. Ele é suspeito de envolvimento na execuçãodo guarda municipal de Belém, Alkisamor Corrêa de Oliveira,de 55 anos, crime ocorrido no dia 23 de março, no bairro da Guanabara, em Ananindeua.

Preso estelionatário que aplicou golpe de R$ 60 milhões

Morador do bairro da Guanabara, Alan é apontado pela Polícia Civil como “olheiro”, isto é, o responsável por vigiar os passos da vítima e repassar para os demais comparsas. De acordo com as investigações, feitas pela divisão de homicídios de agentes públicos da Polícia Civil, após o homicídio, Alan fugiu para uma comunidade rural no município de Cametá.

Ontem, os investigadores conseguiram a informação de que Alan Lobo Viana iria para a sede do município de Cametá. Os policiais fizeram campana e efetuaram a prisão.

A Polícia Civil afirma que o nome de Alan Lobo Viana constava em uma lista de pessoas que deveriam morrer por conta de dívidas com uma facção criminosa. Para não morrer, Alan teria que participar da execução de um agente de segurança pública.

“O sucesso das investigações se deu pela insistência da Polícia Civil em ir para o trabalho de campo naquele bairro [Guanabara, em Ananindeua], conversando com os moradores, coletando informações”, disse o delegado Alan Cavalcante, da divisão de homicídios de agentes públicos da Polícia Civil.

Morte do guarda Alkisamor

Na noite de 23 de março, por volta das 19h, o guarda municipal e a esposa dele estavam em frente a uma casa, no bairro da Guanabara, quando foram surpreendidos por dois homens, que chegaram ao local atirando. Alkisamor ainda chegou a ser levado para o Hospital Metropolitano, mas não resistiu. A esposa do guarda também foi atingida, mas conseguiu sobreviver.

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