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VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL

Mãe que obrigava filha de 11 anos a ter relações com homens é presa no Marajó

Além da mãe, o amigo e um parente próximo, que também teria abusado da criança, foram presos. As prisões ocorreram em Muaná e Bagre, na Ilha do Marajó.

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Imagem ilustrativa da notícia Mãe que obrigava filha de 11 anos a ter relações com homens é presa no Marajó camera A criança de 11 anos, que foi vítima dos abusos com o consentimento da própria mãe, agora está sob cuidados de outros familiares. | Reprodução/Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

A Polícia Civil do Pará deflagrou, entre os dias 19 e 20 de janeiro de 2026, a Operação Henriqueta – 1ª Fase, no município de Muaná, no arquipélago do Marajó. A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e uma prisão em flagrante, todas relacionadas a crimes cometidos contra pessoas em situação de vulnerabilidade.

A operação foi coordenada pela Diretoria de Polícia do Interior, por meio da 5ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), com apoio da Guarda Municipal de Muaná e da Polícia Militar de Bagre.

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O nome da operação é uma homenagem à ativista de direitos humanos Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, reconhecida internacionalmente por sua atuação no combate à violência contra grupos vulneráveis no Marajó. Ela morreu no último dia 10, vítima de um acidente automobilístico.

Crime cometido por parente e amigo da mãe

Uma das frentes da operação apurou denúncias de violência sexual contra uma criança, encaminhadas à Delegacia de Muaná pelo Conselho Tutelar em novembro de 2025. A vítima, uma menina de 11 anos, relatou abusos cometidos por um parente próximo e por um amigo da mãe, com o consentimento e participação da própria genitora.

Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil do município, liderada pelos delegados Ariely Furlan e Felipe Mendonça, instaurou inquérito e colheu depoimentos, além de realizar os procedimentos legais de escuta especializada e exames periciais. Com base nas investigações, o delegado responsável representou pela prisão preventiva de três investigados, pedido que contou com parecer favorável do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e foi deferido pelo Poder Judiciário.

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As prisões ocorreram no dia 19 de janeiro e foram divulgadas esta semana. Dois dos investigados, sendo um a própria mãe da criança, foram localizados em uma residência na zona rural de Muaná, às margens do Furo Maracajá. O terceiro foi preso no município de Bagre, após troca de informações entre as forças de segurança dos dois municípios. Esse último seria um amigo da genitora que abusou da criança, com consentimento dela, após chegar em casa de uma festa. A mãe chegou a agredir fisicamente a filha para que ela cedesse, segundo as investigações da polícia.

Mais operações estão programadas

A Operação Henriqueta – 1ª Fase integra a atuação permanente da Polícia Civil do Estado do Pará no enfrentamento a crimes praticados contra grupos vulneráveis, com emprego de investigação qualificada e cumprimento de mandados judiciais regularmente expedidos, além de prisão em flagrante.

A equipe da Delegacia de Muaná informou que outras fases da ‘Operação Henriqueta’ serão deflagradas, mantendo atuação contínua na repressão a crimes cometidos contra grupos vulneráveis no município.

Ao todo, cinco pessoas foram presas e permanecem à disposição da Justiça. Um por violência contra idoso e outro em flagrante violência contra mulher. Outros 3 foram presos por por violência sexual contra criança e adolescente.

Violência sexual infantil: onde denunciar

  • Polícia Miliar - 190: quando a criança está correndo risco imediato
  • Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres
  • Qualquer delegacia de polícia
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa
  • Conselho tutelar: todas as cidades possuem conselhos tutelares. São os conselheiros que vão até a casa denunciada e verificam o caso.
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