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CRIME HEDIONDO

Laudo pericial confirma abuso e asfixia na morte de Paulo Guilherme

Polícia Científica conclui perícia, aponta abuso sexual antes do assassinato por asfixia mecânica e reforça gravidade do crime que chocou Belém

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Imagem ilustrativa da notícia Laudo pericial confirma abuso e asfixia na morte de Paulo Guilherme camera O crime ocorreu na noite de 26 de outubro de 2025; o corpo foi encontrado na manhã seguinte, na Marambaia, em Belém. | Pedro Valdez/Diário do Pará

Há crimes que rompem o tecido cotidiano de uma cidade e deixam cicatrizes difíceis de apagar. Em meio à rotina apressada dos bairros, à vida que insiste em seguir seu curso, a violência irrompe de forma tão brutal que transforma ruas comuns em cenários de luto coletivo. Foi assim na Marambaia, em Belém, onde um caso passou a ecoar como símbolo de dor e indignação.

Divulgado na última quarta-feira (11), o laudo da Polícia Científica do Pará sobre a morte do menino Paulo Guilherme Guerra, de seis anos, confirmou que a criança foi vítima de abuso sexual antes de ser assassinada por asfixia mecânica. O documento já foi encaminhado à Polícia Civil, que concluiu o inquérito por meio da Divisão de Homicídios e o encaminhou ao cartório para ser protocolado no Tribunal de Justiça do Pará.

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A conclusão pericial altera a informação divulgada anteriormente, quando se apontava resultado inconclusivo quanto à existência de abuso sexual. Agora, com a confirmação técnica, o caso ganha contornos ainda mais graves e reforça a comoção que tomou o estado desde a descoberta do corpo.

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DELEGADO CONFIRMA INFORMAÇÕES DO LAUDO

O documento produzido pela Polícia Científica detalha que a criança sofreu lesões na região retal e constatou a presença no local de líquido prostático PSA (Antígeno Prostático Específico), elemento que reforça tecnicamente a ocorrência de violência sexual.

Em contato com a reportagem do DOL, o delegado Egídio Queiroz, da Divisão de Homicídios, confirmou as informações do laudo e destacou que os elementos periciais são fundamentais para a conclusão das investigações. Ele também ressaltou que a atuação conjunta das forças de segurança foi determinante para o avanço rápido e consistente das investigações.

"A Divisão de Homicídios e a Polícia Científica atuaram de forma integrada desde o início, com troca constante de informações e rigor técnico. Essa parceria garante mais agilidade e segurança na investigação, permitindo uma resposta rápida e fundamentada à sociedade", afirmou.

RELEMBRE O CASO

Paulo Guilherme desapareceu na noite de 26 de outubro de 2025, nas proximidades da passagem Curuzú, também na Marambaia. Familiares e moradores iniciaram buscas logo após o sumiço. Na manhã seguinte, 27 de outubro, o corpo foi encontrado dentro de uma mala abandonada em frente a um cemitério do bairro, localizado por um morador que acionou a Polícia Militar.

Durante a perícia na cena do crime, equipes da Polícia Científica recolheram vestígios e constataram que o menino vestia roupas diferentes daquelas usadas quando foi visto pela última vez. Dentro da mala, foi encontrada uma luva de boxe. Amostras de material genético foram coletadas no objeto, na bagagem e nas alças, sendo encaminhadas para análise laboratorial.

SUSPEITO FOI LINCHADO PELA POPULAÇÃO

Horas após a localização do corpo, um catador de materiais recicláveis, vizinho da família e apontado como principal suspeito, foi linchado por populares e morreu no local. A residência dele também passou por perícia. O caso passou, então, a envolver duas mortes e um cenário de revolta que mobilizou a comunidade.

Em entrevista à RBATV, na última quarta-feira (11), o advogado da família afirmou que a asfixia mecânica evidenciou sofrimento da vítima e classificou o crime como brutal. Ele também declarou que, sob sua análise jurídica, o suspeito teria agido sozinho, caracterizando um crime de oportunidade.

AUTORIA DO CRIME

De acordo com o delegado Egídio Queiroz, responsável pelo caso, as investigações também confirmaram que o catador de materiais recicláveis apontado inicialmente como suspeito foi o autor do crime. A autoridade policial afirmou que as evidências que sustentam a conclusão incluem imagens de câmeras de segurança que registraram o percurso feito pelo suspeito até o cemitério onde a mala com o corpo da criança foi abandonada. As gravações mostram o homem empurrando um carro de mão durante a madrugada.

Testemunhos de moradores também reforçaram a linha investigativa. Conforme o delegado, vizinhos relataram que o homem saiu de casa por volta da meia-noite do dia do crime vestindo as mesmas roupas vistas nas imagens e conduzindo o carro de mão que transportava a mala.

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