O rio, que diariamente conduz histórias de trabalho, travessias e sobrevivência nas comunidades do Baixo Tocantins, também acabou se tornando, na última quarta-feira (6), caminho para um pedido desesperado de ajuda. Em meio à rotina das embarcações que cortam as águas da região de Abaetetuba, uma mulher avistou a aproximação de uma lancha das forças de segurança e decidiu agir rapidamente para escapar de um cenário de violência doméstica que, segundo ela, colocava em risco sua vida e a da própria filha.
O resgate foi realizado por equipes do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), que atuam na Base Integrada Fluvial Baixo Tocantins. A ocorrência foi registrada na comunidade do Cacau, onde a vítima denunciou agressões físicas, psicológicas e ameaças feitas pelo companheiro.
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AMEAÇAS E ARMA APREENDIDA

De acordo com o relato da mulher aos agentes de segurança, o suspeito teria utilizado uma faca e uma arma de fogo para intimidá-la. Durante a ação, os policiais conseguiram apreender a arma mencionada pela vítima.
Após o resgate, a mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia para registrar boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva de urgência. A criança que estava com ela foi entregue aos cuidados de familiares.
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SUSPEITO FUGIU ANTES DA CHEGADA DOS AGENTES
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), o acusado conseguiu fugir ao perceber a chegada das equipes fluviais. As buscas continuam na região para tentar localizá-lo.
O secretário de Segurança Pública, Ed-Lin Anselmo, informou que a prisão preventiva do suspeito já foi solicitada pelas autoridades. "Agora, é questão de tempo para que ele responda por esse crime. O trabalho integrado das forças de segurança não vai descansar enquanto não localizá-lo", afirmou.
PROGRAMAS REFORÇAM PROTEÇÃO ÀS MULHERES
A Segup também destacou iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher no Pará. Entre elas está o programa SOS Mulher 190, lançado em abril deste ano, que permite atendimento emergencial integrado ao sistema policial. "A iniciativa integra um conjunto de medidas de enfrentamento à violência de gênero, como a DEAM Virtual, a Patrulha Maria da Penha e os totens de atendimento", pontua Ed-Lin Anselmo.
Com cadastro prévio no site da Segup, mulheres em situação de risco podem ser identificadas automaticamente ao acionarem o 190, sem necessidade de falar ao telefone. O sistema permite que operadores acompanhem a localização em tempo real e enviem viaturas ao local da ocorrência.
Outro destaque é o programa Pró-Mulher, criado em 2022, que já contabiliza mais de 18 mil atendimentos em todo o estado. A iniciativa reúne ações de acolhimento, orientação, prevenção e repressão qualificada aos crimes praticados contra mulheres, contando atualmente com 39 viaturas e duas lanchas rosas na estrutura operacional.
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