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EM ABAETETUBA

Empresário é detido suspeito de abusar de sobrinha de 11 anos

Herisson Alef Matos Ferreira é preso em Abaetetuba por suspeita de abuso sexual contra sua sobrinha de 11 anos. Saiba mais sobre o caso.

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Imagem ilustrativa da notícia Empresário é detido suspeito de abusar de sobrinha de 11 anos camera O empresário foi detido suspeito de abusar de sobrinha de 11 anos, em Abaetetuba. | Divulgação/Polícia Civil

Um empresário foi denunciado por suspeita de cometer abusos contra a sobrinha, uma menina de 11 anos, no município de Abaetetuba, no nordeste paraense. A denúncia foi registrada pela mãe da criança após a vítima revelar os episódios de violência que vinha enfrentando. Em razão da gravidade das agressões e das lesões sofridas, a menina procurou apoio da família e relatou os fatos que, segundo ela, ocorriam de forma recorrente.

De acordo com as investigações, o suspeito teria deixado sua residência antes da chegada dos policiais após tomar conhecimento das diligências. Na sexta-feira (29), agentes da Polícia Civil do Pará efetuaram a prisão em flagrante do suspeito durante seu comparecimento à Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA), em Abaetetuba. Ele também foi autuado por coação no curso do processo. A informação foi divulgada pela Polícia Civil no sábado (30).

“Diante da gravidade dos fatos relatados pela genitora da vítima, a equipe plantonista acionou policiais civis da Superintendência para auxiliar nas investigações e nas buscas pelo criminoso, que também contaram com apoio operacional da Polícia Militar. Ao perceber que os abusos haviam sido descobertos, o investigado deixou a cidade. Como as diligências não cessaram, foi possível efetuar a prisão em flagrante no momento em que ele se apresentou na delegacia para prestar esclarecimentos”, informou o delegado Mhoab Khayan, superintendente regional do Baixo Tocantins.

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Conforme informações da Polícia Civil, ele se apresentou espontaneamente na unidade policial acompanhado de sua advogada. Durante os procedimentos realizados na delegacia, foi formalizada a prisão em flagrante pelos crimes investigados.

A delegada responsável pelo inquérito já solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva.

A Polícia Civil também informou que, no decorrer das apurações, foram recolhidos áudios e mídias digitais que passarão por análise pericial. Todo o material foi incorporado à investigação. O caso tramita sob segredo de Justiça para garantir a proteção da vítima e das demais pessoas envolvidas.

Concluídos os trâmites legais, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário enquanto aguarda o andamento do processo.

Segundo a Polícia Civil, a relação de proximidade com a família facilitava o contato do suspeito com a criança. Por ser cunhado da mãe da vítima, ele frequentava a residência da família e participava de encontros familiares nos fins de semana. As investigações apontam que o investigado aproveitava momentos em que a menina estava desacompanhada para se aproximar dela.

Ainda conforme a corporação, o empresário também utilizava plataformas digitais e redes sociais para manter contato com a criança e acompanhar suas atividades online. Os registros eletrônicos e demais materiais fornecidos pela família foram apreendidos e encaminhados para perícia técnica. O conteúdo será analisado e poderá integrar o inquérito como elemento de prova.

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Medidas de proteção

Além da prisão, a autoridade policial requereu medidas protetivas de urgência com base na Lei Henry Borel e na Lei Maria da Penha, visando garantir a proteção das vítimas e de seus familiares.

Durante as investigações, a Polícia Civil também identificou indícios de tentativa de interferência na apuração dos fatos. De acordo com o delegado Mhoab Khayan, uma das testemunhas relatou ter recebido mensagens enviadas pelo investigado por meio de rede social.

“Uma das testemunhas relatou que o agressor entrou em contato por rede social, enviando mensagens de texto e áudios para que omitisse informações e não falasse sobre o caso caso fosse procurada. A conduta caracteriza uma tentativa de obstrução da instrução criminal e de comprometimento da produção de provas”, destacou.

DENÚNCIAS

A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia, pelo número 181.

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