A rápida resposta das forças de segurança impediu a fuga de dois homens suspeitos de participação em um crime que chocou moradores de Aripuanã, em Mato Grosso. Presos em flagrante no local onde o corpo da paraense Ana Beatriz foi encontrada, os investigados agora são apontados como peças centrais de um caso marcado por sequestro, tortura e assassinato.
Os dois suspeitos, ambos de 27 anos, foram detidos por equipes integradas da Polícia Militar e da Polícia Judiciária Civil dentro de um imóvel que funcionava como boate na cidade. Um deles ainda tentou escapar ao perceber a chegada dos policiais, mas foi rapidamente alcançado e contido.
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OPERAÇÃO COMEÇOU APÓS DENÚNCIAS
A ação teve início por volta das 12h40 da última quarta-feira (3), quando policiais militares do distrito de Conselvan receberam informações anônimas relatando que uma jovem havia sido sequestrada por criminosos e levada para a sede do município.
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A partir da denúncia, as forças de segurança iniciaram buscas e levantamentos para localizar a vítima. Durante as diligências, os investigadores descobriram que ela estaria sendo mantida em cativeiro nas dependências de um estabelecimento comercial usado como boate.
CORPO FOI ENCONTRADO DENTRO DO IMÓVEL
Ao cercarem o endereço, os policiais perceberam movimentações consideradas suspeitas. A entrada foi realizada por uma porta dos fundos que estava aberta.
Já no interior do prédio, os agentes encontraram o corpo da vítima caído no chão da cozinha. A jovem estava sem sinais vitais, com as mãos amarradas e envolta em um lençol. Foi no mesmo imóvel que os dois suspeitos acabaram presos em flagrante.
POSSÍVEL RELAÇÃO COM FACÇÕES ESTÁ SOB INVESTIGAÇÃO
De acordo com a linha investigativa adotada pela Polícia Civil, o crime pode ter sido motivado por supostos vínculos da vítima com integrantes de uma facção rival à organização criminosa que atua na região.
As circunstâncias da execução e a participação de outras pessoas seguem sendo apuradas pelas autoridades.
QUEM ERA A VÍTIMA
A vítima foi identificada como Ana Beatriz Silva Lopes, de 22 anos, natural de Itaituba, no sudoeste do Pará. Segundo as investigações, a jovem foi sequestrada, mantida em cárcere e submetida a tortura antes de ser assassinada em Aripuanã.
O caso provocou comoção entre familiares e conhecidos da jovem paraense e reforça a preocupação das autoridades com a atuação de facções criminosas em cidades do interior do país.
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