O depoimento do pai do atropelador de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, terminou na tarde desta sexta-feira.
Roberto Bussamra prestou esclarecimentos no inquérito da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, que investiga o pagamento de propina para dois policiais militares, na tentativa de livrar Rafael Bussamra. De acordo com o advogado da família, Spencer Levy, o empresário confirmou o que havia dito anteriormente, na 15ª Delegacia de Polícia (Gávea). Em aproximadamente uma hora e meia de depoimento, prestado no escritório de Levy, no Centro do Rio, Bussamra teria dito que após o pagamento da propina de R$ 1 mil, ele tentou voltar atrás e confrontar os PMs.
O advogado afirmou também que seu cliente disse que deu dinheiro aos PMs por se sentir ameaçado. Ele teria sido impedido pelo filho de controntar os militares e chegou a passar mal. O motorista do Siena, que matou o filho da atriz, e o irmão dele Guilherme, que também teriam negociado com os PMs, vão prestar depoimento nos próximos dias.
Mascarenhas andava de skate na pista sentido Gávea do túnel Acústico, que estava sem tráfego devido à interdição para manutenção do túnel Zuzu Angel quando foi atropelado pelo Siena. Bussamra admitiu ter feito o retorno ilegal para comprar um lanche, mas testemunhas dizem que ele fazia um "pega" com um Honda Civic. Na versão de Rafael Bussamra, os PMs teriam solicitado a ele que entrasse na viatura policial. Eles teriam circulado pelo bairro Jardim Botânico até o local marcado para encontrar o pai do atropelador, Roberto Bussamra. A dupla teria pedido dinheiro ao pai de Rafael, dizendo que "prestaram um bom serviço" ao jovem tirando o veículo do local e limpando a cena do atropelamento. Após dar R$ 1 mil os policiais, o empresário teria se negado a pagar o restante do dinheiro combinado, valor que a família afirma ser de R$ 10 mil.
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