Os jurados da 1ª Vara do Júri de Belém absolveram o vigia Manoel da Silva Monteiro, 47 anos, que respondia por homicídio qualificado praticado contra a estudante Elisangela de Melo Xavier, 15 anos. A sessão iniciou às 8h desta terça, no Fórum de Belém, com a participação de três testemunhas da acusação, uma delas a mãe da vítima.
Nenhuma que presenciou o baleamento compareceu para depor perante os jurados. O crime ocorreu por volta das 02h da madrugada do dia 28 de abril de 1996, quando a vítima Elizângela de Melo Xavier retornava de uma festa dançante na sede “São Domingos”, na companhia do noivo e de mais dois amigos, que caminhavam pela Avenida Roberto Camelier, próximo da rua São Miguel, bairro do Jurunas.
No interrogatório prestado perante os jurados, o vigia negou a autoria do crime. O acusado disse que sempre trabalhou de vigia e no dia da morte da adolescente estava de folga e foi até a festa dançante que a vítima e seus amigos participaram, mas, alegou que não agrediu ninguém e que ao encontrar com o grupo de amigos da rua São Miguel, estes teriam partido para cima dele, que estava acompanhado de um amigo. A versão do acusado é de que para escapar do grupo o vigia efetuou alguns disparos para o alto, afirmando que não os tiros não teriam atingido ninguém, uma vez que não ouviu ninguém gritar.
Os advogados Rodrigo Santana e Marilda Cantal atuaram em defesa do acusado, sustentando a tese da negativa de autoria, sendo acolhida pelo corpo de jurados. A advogada Cantal também mencionou a possibilidade do vigia ter praticado homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Representando o Ministério Público do Estado (MPE) atuou no julgamento o promotor de justiça Maria Brasil que sustentou a acusação contra o vigia de ter sido o autor dos disparos que atingiram a adolescente. O promotor reforçou a denúncia, afirmando que a vítima retornava de uma festa dançante na companhia de seus acompanhantes e ao chegarem na rua São Miguel, área de pouca iluminação, teriam encontrado o vigia.
Conforme os depoimentos prestados durante a tramitação do processo, o vigia teria agredido um dos rapazes com um bofetão no rosto. Conforme a acusação o vigia teria fugido com a aproximação dos colegas e minutos depois teria retornado com revolver, efetuando os disparos em direção ao grupo. Um dos tiros teria atingindo a adolescente na região lateral direita do abdômen, causando-lhe a morte. (Diário Online com informações do TJE)
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