João Piedade morreu vestido com seu uniforme de trabalho
O vigilante noturno, João Piedade dos Passos, 66 anos, foi assassinado ontem, por volta das 2h, enquanto patrulhava o perímetro da travessa 2ª de Queluz, entre as ruas Silva Rosado e Roso Danin, no bairro de Canudos, em Belém. O vigilante foi atingido por, pelo menos, um tiro nas costas, e caiu com o rosto no chão.
João Piedade morreu vestido com seu uniforme de trabalho: uma velha jaqueta camuflada, uma calça preta e alpercatas. Ao cair, a vítima ainda segurava a única arma que usava em serviço, um cassetete de madeira. No bolso da jaqueta, o vigilante carregava um celular, um molho de chaves e um radinho de pilha. Nenhum objeto foi roubado de João Piedade.
Um morador da área afirmava ter ouvido três disparos: “eu ouvi o barulho dos tiros e de uma moto, correndo para o lado da Terra Firme”, dizia o morador.
A poucos metros do corpo do vigilante foram encontradas três cápsulas deflagradas de pistola calibre 40, arma de uso exclusivo das Polícias Civil e Militar.
O delegado Antônio da Costa Neto, plantonista da Seccional de São Brás, esteve no local do crime e colheu depoimentos de pessoas próximas à vítima. “Ele (João) vinha sendo ameaçado de morte, mas não se sabe o motivo”, disse o delegado. Com o intuito de não atrapalhar as investigações, o nome da pessoa que fazia ameaças ao vigilante não será divulgado.
A esposa da vítima esteve no local do crime. Asfixiada de tristeza e angústia, a mulher mal conseguia falar diante do corpo do marido. João trabalhava há mais de dez anos como vigilante, em Canudos.
Violência
No dia 1º de fevereiro desse ano, no mesmo perímetro onde o vigilante João Piedade foi assassinado, na travessa 2ª de Queluz entre as ruas Silva Rosado e Roso Danin, outro homicídio chocou os moradores de Canudos: o lavador de carros Elton Luiz Chaves do Nascimento, 26 anos, perseguido por dois homens em uma moto e executado com oito tiros nas costas. (Diário do Pará)
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