esde a prisão de uma quadrilha de traficantes que agia na cidade de Jacundá, em dezembro de 2008, pertencente a Edivaldo Júnior, o “mercado de entorpecentes” está livre, o qual tem despertado a atenção de “empresários do ramo”. Esta semana, a Polícia Militar, sob o comando do tenente Rogério, desarticulou uma quadrilha que pretendia ocupar esse espaço ocioso no submundo do tráfico. Foram presos, na madrugada do dia 12, os traficantes Adailton Lizieiro, o “Gordo”; Cláudio de Oliveira Guedes, o “Madruga’; Eleilton Conceição da Silva e Edinalva da Silva Feitoso, a “Nalva”. Com o grupo os policiais encontraram telefones celulares, cocaína, maconha, balança de precisão e duas armas municiadas. Todos estão presos na Delegacia de Jacundá e à disposição da Justiça.
O líder do bando é Adailton Lizieiro, o “Gordo”, que estava na cidade com a intenção de dominar o mercado de venda e distribuição de drogas. Segundo informou à polícia, a cidade de Jacundá estava sem uma liderança no ramo. “Aqui estava bom para trabalhar, pois não tem ninguém no comando”, afirmou o traficante. “Gordo”, que veio do Estado de Roraima, é considerado de alta periculosidade e mentor da quadrilha.
Informações da Polícia Militar apontam que a quadrilha planejava instalar um laboratório de refino de cocaína na cidade de Jacundá. “Gordo”, que estava há 45 dias em Jacundá, estava recrutando distribuidores de drogas. Duas casas já estavam alugadas para funcionarem como pontos de vendas.
Os policiais descobriram que o faturamento da quadrilha chegava a R$ 5 mil por dia. Com os traficantes, os policiais encontraram 24 gramas de pasta base de cocaína em pedra bruta, uma balança de precisão, três telefones celulares e dois revólveres calibre 38, além de 11 munições intactas. Os revólveres perten-
ciam a “Gordo” e “Madruga”, que é braço direito de “Gordo”.
À reportagem, o tenente Rogério informou que o grupo estava sendo investigado pelo serviço de inteligência da PM há pelo menos três semanas. “Tivemos informações de que uma quadrilha de traficantes estaria se preparando para dominar o mercado do tráfico em Jacundá, mas ainda estava na fase de
recrutamento”.
Rogério explicou que a prisão aconteceu por volta de meia- noite de quinta-feira, quando um informante ligou dando conta de que a quadrilha estaria chegando com uma quantidade de drogas na rua Washington Luis, bairro José Rasteiro. No local, funcionaria o escritório central da quadrilha, com um laboratório de refino de cocaína.
Com a informação, o tenente Rogério em companhia do cabo Batista e soldado Kelton montaram campana próxima ao endereço e cerca de meia hora depois fez a abordagem e efetuou a prisão do bando. “O ‘Gordo’ dominaria o mercado de drogas na cidade em pouco tempo. Ele já estava com um faturamento de R$ 5 mil por dia. Somente a droga encontrada em seu poder renderia mais de mil cabeças”, disse.
Eles foram apresentados na Delegacia de Jacundá, onde foram ouvidos e em seguida autuados em flagrante pelo delegado Marcos Augusto. O bando vai responder por formação de quadrilha. Eleilton e Nalva responderão por associação ao tráfico. “Madruga” responderá processo criminal por tráfico e porte ilegal de armas. (Diário do Pará)
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