Para a família do jovem João Neto Pantoja dos Santos, de 19 anos, a execução dele na rua Antonio Barbosa, no bairro do Distrito Industrial, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, na noite desta sexta-feira, não passou de pura covardia dos assassinos, que procuravam outra pessoa e acabaram acertando o rapaz.
O sargento Moraes e o soldado Sousa Costa, da viatura 2351 da 7ª ZPol, chegaram minutos após o crime e fizeram os primeiros levantamentos e os repassaram para o delegado Eduardo Rollo e sua equipe da Divisão de Homicídios.
O policial militar informou que João Neto Pantoja dos Santos estava em um bar jogando uma partida de bilhar com Leônidas Sobreiro de Medeiros, de 25 anos, conhecido como “Piu-Piu”, que era o alvo dos matadores, quando dois homens chegaram em bicicletas e dispararam, acertando um tiro de raspão em “Piu-Piu” e três tiros em João Neto, que havia ficado na linha de tiro dos matadores.
A vítima ainda chegou a correr uns 30 metros e caiu no meio da rua Antônio Barbosa. Quando o socorro chegou, João Neto já estava morto. O colega pivô do crime foi levado por amigos para o Hospital Metropolitano para receber atendimento médico.
Embora outras pessoas estivessem no bar, ninguém quis comentar nem forneceu pista para que a Polícia Civil pudesse levantar o motivo do crime. Somente por meio depoimento do sobrevivente é que a Divisão de Homicídios vai tentar identificar os matadores.
Para os homens da Divisão de Homicídios, o crime tem característica do tradicional “acerto de contas”, ficando claro que o homem para ser morto seria Leônidas Sobreiro de Medeiros, o “Piu-Piu”. No entanto, João Neto Pantoja dos Santos estava “no lugar errado na hora errada”.
FAMÍLIA
A vítima morava bem próximo ao local do crime e logo familiares souberam e ficaram desolados observando o trabalho de levantamento de local de crime pelos investigadores da Divisão de Homicídios e a remoção pelo Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”. (Diário do Pará)
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