O que seria uma viagem de lazer para a praia do Crispim, em Marudá, acabou numa tragédia para a família de Sérgio Wilker de Oliveira e outras cinco pessoas acusadas de espancar o francês Pierre Edoword Jauffret, que morava numa reserva ambiental no município de Santo Antônio do Tauá. Ele morreu depois de uma semana do fato.
O fato ocorreu em dezembro do ano passado e, com as investigações da Divisão de Homicídios, o delegado Eduardo Rollo chegou até os integrantes da viagem que teriam participado do entrevero com o francês. A vítima teria dado um tiro em direção ao grupo e ferido Sérgio Wilker, o que gerou o espancamento do pesquisador francês.
Presos há mais de seis meses, os advogados dos acusados reclamam que havia atenuantes para beneficiá-los e deixá-los responder a acusação em liberdade, pois eles teriam residência fixa, emprego e não teriam atrapalhado as investigações. Todos estão encarcerados no Presídio Estadual Metropolitano. O Ministério Público até acatou o pedido de liberdade, no entanto, a justiça de Santo Antônio do Tauá indefere e pleito.
O desespero ao ver o filho chegando para a audiência fez Ana Oliveira, mãe do acusado, fazer um desabafo. “Quantos criminosos confessos não passam uma semana preso e meu filho, que foi vítima nesta história toda, está preso há mais de seis meses”, disse Ana Oliveira. Para o advogado Jonismar Barbosa, não existe nos autos materialidade para manter Sérgio preso. Para concluir o processo, ainda será necessário ouvir duas testemunhas através de carta precatória marcadas para o dia 20 e 27 de agosto em Belém e, somente no dia 02 de setembro, poderá haver uma manifestação por parte da justiça. (Diário do Pará)
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