A confusão começou quando três agentes da PF, que estariam bêbados, tentaram entrar armados na boate
Já em final de festa, por volta das 5h de ontem, três policiais federais resolveram marcar presença em uma casa noturna bastante frequentada da cidade, a Louvre, no bairro do Reduto, em Belém. Logo na entrada, houve uma confusão e policiais militares foram acionados. Em meio a esse “confronto” de entidades policiais, ocorreu um desentendimento entre as partes e o “bate-boca” foi parar na Seccional do Comércio e na sede da Polícia Federal.
De acordo com informações de um dos gerentes da casa noturna, que preferiu não ter o nome identificado, tudo começou quando os três agentes federais compareceram ao local armados e apenas se identificaram como policiais. “Eles não mostraram nenhum documento, nós pedimos que eles assinassem um cadastro, pois nós precisamos ter o controle dos clientes, com isso eles se aborreceram e iniciaram a confusão”, disse o gerente.
Em seguida, policiais militares chegaram ao local e tentaram colocar ordem, mas a confusão só fez aumentar, pois o confronto foi travado entre policiais militares e federais sobre quem teria mais autoridade. Segundo testemunhas, foi quando os PMs deram voz de prisão por desacato aos agentes federais.
Assim, as duas polícias foram até a Seccional do Comércio, no início da manhã de ontem, para tentar resolver a situação. Sete funcionários da boate que teriam participado da confusão também foram.
Os agentes federais, detidos pela PM, acionaram colegas da PF. Estes, ao chegarem à seccional, também deram voz de prisão aos sete funcionários da boate. Após esclarecimentos na Seccional do Comércio, todos os funcionários da Louvre foram levados para a sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.
CANSAÇO
Já por volta de 17h de ontem, os sete funcionários permaneciam na sede da Polícia Federal. “Até agora só duas pessoas foram ouvidas, nós estamos acabados. Desde ontem (anteontem) na ativa, pois estávamos trabalhando. Os depoimentos são muito longos e já estamos no nosso limite”, declarou um dos gerentes da boate. A equipe do DIÁRIO constatou o cansaço dos funcionários e flagrou um deles deitado na porta de entrada da sede da Polícia Federal.
A reportagem tentou falar com a delegada que estava ouvindo os depoimentos, mas foi informada de que só assessoria de comunicação iria prestar esclarecimentos. A assessoria foi procurada, mas ninguém atendeu a ligação.
Depois de ouvidos, todos os envolvidos foram liberados. (Diário do Pará)
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