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POLÍCIA

Góticos: líder confessa pacto e assassinato

De acordo com o delegado Eduardo Rollo, diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, o depoimento de uma testemunha, ocorrido no último dia 12 de agosto, também foi determinante para a elucidação do caso do grupo que matou uma garota no cemitério do

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De acordo com o delegado Eduardo Rollo, diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, o depoimento de uma testemunha, ocorrido no último dia 12 de agosto, também foi determinante para a elucidação do caso do grupo que matou uma garota no cemitério do Bengui, após rituais satânicos e claros indícios de homofobia. “Essa pessoa afirmou que um dos integrantes do grupo a revelou que haviam cometido o crime e, para isso, fizeram pactos satânicos”.

Diante das provas, somente na madrugada de ontem Ezequiel confessou ter participado da execução de Cíntia, bem como descreveu detalhes sobre o assassinato. Dentre alguns, ele disse que a vítima foi atraída para o cemitério pela adolescente na qual a vítima havia se apaixonado, sob a alegação de que seria um local mais reservado, mais discreto para o encontro. Lá, iniciou-se uma troca de beijos e carícias, de maneira que a vítima passou a ser estrangulada pela adolescente assediada.

Em seguida, Ezequiel e o outro adolescente aproximaram-se e desferiram vários socos e chutes em Cíntia. Depois, eles aplicaram diversos golpes na cabeça dela com uma cruz retirada de um túmulo. Após certificar-se de que Cíntia estava morta, Ezequiel mordeu uns dos braços da vítima. “Ele afirma ter feito isso para deixar sua marca na vítima”, revelou o delegado Rollo.

Entretanto, durante as revelações, Ezequiel não confirmou que o outro adolescente envolvido no crime bebeu o sangue da vítima, apenas teria chupado os vestígios do líquido que ficaram nas luvas utilizadas para arrastar o corpo até a cova.

Inclusive, ele informou que esse material foi comprado no dia anterior ao crime, assim como uma garrafa de vinho – objeto mencionado pela reportagem do DIÁRIO, em matéria publicada referente ao assassinato, que ocorreu no dia 21 de julho.

Vale ressaltar que a matéria também destacou o fato do objeto ter sido encontrado juntamente com um chip de telefone celular, próximo de uma extensa mancha de sangue, durante uma vistoria de policiais militares.

Adolescentes prestam depoimento e tentam inocentar Nancy

Os dois adolescentes que teriam participado do assassinato da estudante prestaram depoimento durante todo o dia de ontem, à promotora de Justiça da Infância e Adolescência, Rosilene Lourinho.

A menina de 15 anos foi a primeira a ser ouvida, em um processo que começou às 13h30 e terminou às 16h. Já o garoto, de mesma idade, começou a prestar o depoimento às 17h com o fim às 19h30. Segundo a promotora Rosilene, no depoimento prestado pelos adolescentes, houve várias contradições.

“Eles foram contraditórios. Cada um contou sua versão para se beneficiar”, disse.

Apesar das informações desencontradas, existiram pelo menos dois pontos em comum. Um deles é de que o principal responsável pela morte da jovem é Ezequiel e o outro é de que Nancy não estava no local no momento do crime. Somente os três estariam no local.

CONFISSÕES

No depoimento da jovem de 15 anos, ela confessou estar no local e ter visto a ação criminosa, mas a garota afirmou que não teve participação ativa. Já o garoto também confessou que estava no local, e disse ainda que participou da ação, ajudando a matar Cíntia.

A audiência de apresentação dos menores deve ocorrer amanhã pela manhã no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente.

Segundo a promotora, o inquérito deve ser concluído em 45 dias, a contar da data da apreensão dos adolescentes.

Aviso de fuga fez polícia agir

De acordo com o delegado Eduardo Rollo, a visualização de uma atualização de uma conta de um site de relacionamento na internet, cuja identificação era Lord Bloody Angel (Anjo Sanguinário, em inglês), foi decisiva para que a Divisão de Homicídios viabilizasse junto à Justiça, de forma célere, a decretação das respectivas prisões e apreensões temporárias dos quatro integrantes do suposto grupo “gótico”.

No conteúdo da atualização, postada no dia 13 de agosto e administrada por Ezequiel Calado - conforme apontaram as investigações realizadas pela polícia - constava a seguinte frase: “Aquele que assumirá as coisas daqui pra frente, assumirá a minha casa e ficará nela por um tempo. Não sei onde vou estar... mais vou...”. Segundo a autoridade policial, nas entrelinhas dessa frase Ezequiel acenou no sentido de fugir de Belém, ou do Pará. Por fim, a Justiça expediu os mandados anteontem, o que acabou sendo cumprido no mesmo dia. (Diário do Pará)

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