Ubiratan Maciel, síndico do edifício Talismã, que teve um apartamento no oitavo andar atingido por um incêndio na madrugada de hoje (19), afirma que os bombeiros demoraram a chegar ao local e que diversos problemas dificultaram a ação dos bombeiros. Uma mangueira furada e a ausência da escada Magirus, utilizada pela corporação para alcançar andares mais altos e que está com defeito desde o incêndio do INSS no início do mês, dificultaram a ação da corporação, que, segundo uma moradora das proximidades, demorou quase meia hora para atender ao chamado. Com isso, o fogo acabou chegando até os cilindros de oxigênio, que explodiram. As dificuldades só foram contornadas porque o edifício tem sistema de hidrante. Confira as fotos do incêndio na galeria O major Cavalcanti, do Corpo de Bombeiros, confirmou à reportagem do DIÁRIO os problemas com o equipamento, mas negou que houve dificuldade para apagar as chamas. RESCALDO O Corpo de Bombeiros ainda está no local e já fez o rescaldo do edifício. No momento, peritos também estão no prédio para tentar determinar se realmente a vela foi causa das chamas. Algumas irregularidades teriam sido encontradas durante a vistoria no prédio: latas de tinner obstruindo as escadas de alguns andares e mangueiras em péssimo estado e sem a certificação do órgão competente. Além do apartamento destruído, o nono andar também teria ficado comprometido. O andares seguintes estão apenas cobertos de fuligem. Um morador idoso foi encontrado pelo síndico Ubiratan maciel em seu apartamento, no 12º andar do prédio, por volta das 9h30. Ele não conseguiu sair de sua residência na hora do incêndio por morar só e poder se locomover para rua apenas pelo elevador, que estava desligado. Bombeiros tentam fazer a retirada do idoso pelas escadas, com a ajuda de uma cadeira. O morador está passando mal. (Diário Online)
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