O Ministério Público Estadual pede o arquivamento do inquérito do caso Lana, que apura crimes de lesões corporais contra Lana Cristina Pimenta, tendo como indiciados os médicos Raimundo de Goes e Castro Neto, José Maria Negrão Guimarães e Ana Maria de Souza Oliveira. O caso ganhou repercussão nacional, já que não foi encontrado feto quando a jovem, que afirmava estar grávida, foi submetida a cirurgia e exames médicos.
De acordo com o parecer da promotora Lúcia Rosa da Silva Bueno, da 8ª Promotoria de Justiça do Juizo Singular, a análise do caso gera muitas dúvidas e várias perguntas sem resposta.
Uma das questões levantadas no documento indica que, no primeiro depoimento à policia, Lana não mencionou que em fevereiro deste ano teve sangramento intenso, sentiu dores de cabeça por três dias e que teria informado isso à médica Ana Maria Oliveira.
Ela só relatou o fato em um depoimento posterior, no dia 28 de maio, após a realização de exames e perícia, que confirmaram que ela não estava grávida.
Ainda de acordo com o parecer, a declaração do sangramento foi negada pela médica, inclusive não há registros de atendimentos no cartão da gestante. "Acreditar que isso foi feito em papel separado fica dificil já que o cartão foi apresentado em todas as consultas. Na verdade mesmo que a vítima tivesse um aborto no início do mês de fevereiro e pelo adiantado da gestação não teria ela percebido? Como isso ocorreu sem contração ou dor?", questiona a promotora.
Outra dúvida levantada pela promotora é por que Lana, ao ser preparada para a cirurgia de cesária, recusava-se a entrar na sala de cirurgia e chorava muito.
A promotora também revela que os batimentos cardiacos do feto, oscultados pelos médicos Ana Maria e Raimundo de Goés, pode se tratar de um caso de "sinal de boero", que é a presença de osculta no pulso materno e não fetal, fato isentaria os médicos de responsabilidade. (Diário Online, com informações do MPE)
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