Mais uma vez a falta de segurança assusta os moradores do bairro do Umarizal. Por volta das 15h de sábado, um assalto com reféns na rua Municipalidade interditou o trânsito e atraiu centenas de curiosos ao local. Após assaltarem um senhor na avenida Pedro Álvares Cabral, dois jovens foram perseguidos por um viatura policial. Ao perceberem que estavam cercados um deles fugiu e o outro, um adolescente de 17 anos, invadiu uma casa na rua Municipalidade, esquina com a travessa Dom Romualdo de Seixas, fazendo de refém a dentista Gorete Carvalho, que passava pelo local.
Durante cerca de 40 minutos, a vítima ficou sob a mira de um revólver calibre 38 e suscetível às exigências do menor, visivelmente nervoso e alterado. Com segurança, a polícia iniciou as negociações e conseguiu fazer com que ele se rendesse sem comprometer a segurança da refém e dos moradores da casa, que, assustados, permaneceram no pavimento superior da residência aguardando o fim do assalto. “Eu nunca tinha vivido algo assim na minha vida. Só pedi a Deus para que tudo acabasse logo e ninguém saísse ferido”, conta a auxiliar administrativa Adriane Viana, que sempre morou no local.
A polícia precisou escoltar o menor para que ele não fosse atingido pela ira da população, que gritava insultos e protestava indignada. “Eu espero que não fique apenas alguns dias preso e depois volte às ruas. Esses garotos são os responsáveis pelo caos em que vivemos hoje em dia”, diz um morador do bairro.
Após o susto, Gorete Carvalho foi encaminhada a um hospital particular para verificação da pressão arterial, sendo liberada logo em seguida. O trauma psicológico, entretanto, marcou muito mais a dentista. “É um desespero imenso. Pensei que fosse morrer a qualquer momento. Felizmente estou bem e tudo já acabou”, disse a vítima ao chegar na delegacia para prestar depoimento.
INFRATORES
Na Seccional do Comércio, onde foi registrado o flagrante, os policiais contaram que o menor já foi encaminhado à Data diversas vezes, a última delas há apenas duas semanas. “Ele foi apreendido por tentativa de roubo na mesma zona e pela mesma guarnição policial”, afirma o Major Vasconcelos, que cobra uma atuação mais eficiente por parte dos órgãos responsáveis pelos menores infratores. Na opinião do policial, o processo de ressocialização precisa ser revisto. “A polícia tem feito o seu trabalho para garantir a segurança da população, mas o Ministério Público tem que manter a detenção dos infratores, senão nunca veremos resultado em nossas ações”, explica.
A operação foi comandada pelo tenente Guimarães e sua equipe, composta pelo cabo Delson, Lúcio e soldado Marlon.
Indignação
A polícia precisou escoltar o menor para que ele não fosse atingido pela ira da população, que gritava insultos e protestava indignada. “Eu espero que não fique apenas alguns dias preso e depois volte às ruas. Esses garotos são os responsáveis pelo caos em que vivemos hoje em dia”, diz um morador do bairro.
(Diário do Pará)
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