Uma operação do Serviço de Inteligência da Polícia Militar terminou com um homem baleado e com a apreensão de uma pistola calibre 40, arma de uso exclusivo das Polícias Civil e Militar. A ação ocorreu no final da tarde de anteontem, em uma panificadora localizada na 2ª rua do bairro Anita Gerosa, o antigo Aurá, em Ananindeua.
O empresário Edinaldo Cruz é o proprietário da panificadora, que estava arrendada para Bruno de Melo. Bruno é apontado pelos policiais do Serviço de Inteligência como um vendedor de armas. Para o empresário Edinaldo, Bruno foi vítima de uma armação dos policiais. “Eles forjaram um assalto na panificadora, balearam o rapaz na perna e depois colocaram uma arma na mão dele”, disse o empresário.
Por fazerem parte do Serviço de Inteligência, os policiais que participaram da ação não usam o uniforme da PM e não aceitam ter os nomes divulgados. Os PMs negam a versão do empresário e afirmam que a operação foi fruto de um trabalho investigativo. “Estávamos monitorando o elemento. Hoje, ele ia passar uma arma a uma mulher. No momento da entrega, entramos na padaria e ele levantou a arma, foi quando reagimos”, disse um policial.
O caso foi registrado na Seccional do Paar, para onde os PMs trouxeram uma mulher, proprietária de um bar em Icoaraci, que afirmou que recebeu R$ 50 para pegar uma encomenda no Aurá. “Domingo (22) de manhã, uma mulher de Outeiro foi no meu bar e me ofereceu R$ 50 pra eu pegar uma encomenda no Aurá. Ela me deu o endereço e falou que eu tinha que pegar o negócio com um homem baixinho. Hoje (quarta) eu fui lá e me assustei quando vi que era uma arma. Aí a polícia chegou e aconteceu tudo”.
A mulher que receberia a encomenda foi ouvida pelo delegado Aridson de Oliveira e liberada. Bruno de Melo se recupera no Hospital Metropolitano. O empresário Edinaldo Cruz, que não concordou com a operação dos PMs, contratou um advogado e pretende acionar a corregedoria da corporação.
Perícia
Enquanto aguardava-se a chegada de peritos do CPC Renato Chaves, moradores avistaram um short, manchas de sangue e luvas cirúrgicas abandonadas a poucos metros do local onde o corpo da vítima foi encontrado. No entanto, os peritos não coletaram os potenciais vestígios (short e luvas cirúrgicas). (Diário do Pará)
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