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POLÍCIA

Polícia reproduz morte no cemitério do Bengui

Relaxado, preciso e, de vez em quando, com uma expressão de incômodo no rosto, revirando a boca para o canto. Assim se comportou Ezequiel Calado, 19, durante os momentos de declaração para o perito criminal e à polícia, na reprodução simulada, que ocor

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Relaxado, preciso e, de vez em quando, com uma expressão de incômodo no rosto, revirando a boca para o canto. Assim se comportou Ezequiel Calado, 19, durante os momentos de declaração para o perito criminal e à polícia, na reprodução simulada, que ocorreu na tarde de ontem, no bairro do Bengui, em Belém.

Ezequiel é um dos envolvidos na morte de Cíntia Oliveira, 16 anos, no último 21 de julho. Os outros dois são um adolescente de 15 anos e uma garota de 16 anos, a qual a vítima estaria apaixonada. Cíntia foi assassinada em um suposto ritual em cima de um túmulo.

O trabalho do perito criminal Orlando Salgado, com apoio dos policiais civis da Divisão de Homicídios, teve início às 16h30, quando todos seguiram em direção ao bairro do Bengui. A reprodução começou na feira do bairro. A primeira parada ocorreu na rua Betânia. Nesse momento, Ezequiel explicou que ainda estava sozinho.

Os policiais seguiram com a viatura e pararam em um quarteirão à frente, esquina com a rua Lameira Bittencourt. Foi nesse ponto que Ezequiel encontrou com Cíntia e com a adolescente de 16 anos, também envolvida no crime. Mais uma vez as viaturas seguiram e pararam em frente à Delegacia do Bengui.

Lá, Ezequiel disse que junto com as meninas comprou uma garrafa de vinho em um mercado que fica ao lado da delegacia, e depois disso se dirigiram até o cemitério. Durante todas essas paradas, centenas de pessoas se aglomeravam e disputavam por um lugar para ver Ezequiel. Eles gritavam frases de indignação e também clamavam por justiça. “Esse assassino tem é que ficar na rua”, ironizou uma mulher.

Depois dessas três paradas pelo bairro, os policiais se deslocaram ao local do crime, onde tudo se passou na escuridão da noite do último 21 de julho. Ezequiel informou que entrou na companhia das duas meninas por um portão dos fundos do cemitério. Já no interior do local, que Ezequiel falou da participação do outro adolescente envolvido no crime, a impressão que deu é que ele chegou um pouco depois.

Já no túmulo, os quatro conversavam e também bebiam o vinho. O assunto era música. Em um determinado momento, Ezequiel disse que estava em pé e a adolescente de 16 anos se aproximou e disse que queria matar Cíntia. Eles permaneceram conversando, Ezequiel estava sentado ao lado do adolescente, enquanto Cíntia estava deitada em uma lápide ao lado da adolescente de 16 anos.

“Elas se beijaram e em seguida ... (nome da adolescente) que estava por cima da Cíntia começou a estrangular a menina. Nisso a (acusada) pedia a nossa ajuda para matá-la. Eu cheguei a levantar, mas quando me aproximei a Cíntia fez um sinal com o dedo de não e eu recuei”, detalhou Ezequiel sobre o momento do estrangulamento.

Mesmo sem ter ajudado, a vítima desmaiou e o momento de desespero teve início. “Depois dela ter sido estrangulada a (nome da adolescente) pediu um objeto que perfurasse para terminar de matar a vítima. O adolescente correu pelo cemitério e encontrou uma cruz, mas que não era pontiaguda. Então, o adolescente resolveu quebrar um pedaço de lajota e furou o pescoço da vítima.

Durante todo o relato de Ezequiel, ele nega ter tido participação de forma direta, ele disse que chegou a dar um chute, mas que nem pegou em Cíntia e sim no concreto da lápide. Depois da menina morta, ele e o adolescente jogaram a vítima em uma cova e os três deixaram o cemitério.

>> Ezequiel nega que tenha agredido e matado Cíntia

Durante todo o processo da reprodução do caso, a reportagem do DIÁRIO, junto com a da TV RBA, conseguiu um breve contato com Ezequiel. Ele negou ter sido o responsável pela morte de Cíntia e diz que a autora do crime é a garota de 16 anos. Ao contrário do que ela disse em depoimento à Vara da Infância e Juventude, quando jogou a culpa em Ezequiel e no outro adolescente. Já este último, por sua vez, também se exime da responsabilidade e joga a culpa em Ezequiel e na adolescente.

DIÁRIO: Você está arrependido?

EZEQUIEL: Estaria arrependido se eu tivesse alguma culpa carregando em minha consciência. Não fui eu o autor.

DIÁRIO: Quem matou?

E.: Foi a (nome da adolescente acusada por Ezequiel), por estrangulamento.

DIÁRIO: Qual foi a sua participação?

E: A minha participação foi que eu me impressionei com (a adolescente) e estava bêbado. Porque depois que ela matou, ela pedia para nós ajudarmos a terminar de matar a Cíntia.

DIÁRIO: O que você sente depois dessa repercussão do caso e com a reação da sociedade que está indignada?

E: Sinto por ter me impressionado e estar bêbado, é isso.

DIÁRIO: E sobre a gravação que existe de uma das conversas entre você e o blogueiro que fala dos detalhes da morte de Cíntia?

E: Foram alterados para ganhar prestígio com aquele cidadão de Porto Alegre, por que ele contava sobre vários crimes para nós, de coisas bárbaras. E para nós não ficarmos por baixo também mentimos e falamos coisas que não procederam.

DIÁRIO: Ele induziu vocês a praticar o crime?

E: Ele só falava de vários crimes e desses casos bárbaros.

DIÁRIO: Agora você vai colaborar com a polícia?

E: Sim, com certeza. Quero deixar claro para a família da Cíntia e para a sociedade quem foi o autor da morte.

DIÁRIO: Você se sente um vampiro?

E: Não

DIÁRIO: De onde isso surgiu?

E: Através do Orkut e também pelo sensacionalismo da imprensa.

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