“Irmãs do tráfico” foram denunciadas por moradores vizinhos Uma denúncia anônima repassada por informantes do Grupo de Policia Metropolitana – GPM, comandada pelo delegado Éder Mauro Barra, fez com que a Polícia Civil fosse até a passagem Cametá, na travessa Coronel Luiz Bentes, para checar a informação de que quatro mulheres estariam reunidas na cozinha da residência batendo a pasta de cocaína e colocando a droga para secar em jornais sobre a mesa. Os investigadores Murilo e Gilberto entraram na casa e confirmaram a denúncia.
Ida Laura Souza Carneiro, Alba dos Passos Souza, Bonalra dos Passos Souza e Elielza Souza Ribeiro foram presas em flagrante quando preparavam a pasta de cocaína para ser distribuída em “bocas de fumo” na Vila da Barca, situada às margens do rio Guamá, em Belém. As acusadas foram surpreendidas com a chegada dos policiais que cercaram a residência, mas mesmo assim, uma das pessoas que estavam no local percebeu a chegada da polícia e fugiu pela porta dos fundos, trocando tiros com os policiais. As equipes do DIÁRIO e Rota Cidadã 190 acompanharam a ação policial, registrando o momento em que a Vila da Barca ficou cercada pela Polícia Civil, com o apoio da ROTAM.
“O que vocês estão fazendo aqui?” pergunta uma das acusadas ao ver a polícia dentro da casa dela. A pergunta foi na verdade uma expressão espontânea da mulher que não esperava ser flagrada pela polícia. Quem tentava sair da casa foi obrigado a manter-se no interior da residência até que as averiguações fossem concluídas, e em poucos minutos foram encontrados alguns pedaços de pedra de óxi, além de sacos recortados, fios e tesouras que seriam utilizadas para a embalagem das “petecas” de cocaína. Sobre a mesa, uma grande quantidade de pasta de cocaína estava em processo de secagem, enquanto as mulheres batiam o restante do material em outros baldes. No momento em que a polícia entrava na casa, Elielza Ribeiro conseguiu jogar um jornal coberto com a pasta de cocaína no quintal do vizinho. Como o local é de palafitas o produto afundou. “A gente está desempregada e por isso a gente vende isso aqui”, diz.
Segundo os policiais civis, a denúncia partiu de moradores da Vila da Barca que estavam sendo prejudicados pelas “irmãs do tráfico”, pois todos os dias a casa delas era frequentada por viciados, inclusive, adolescentes. No ato da prisão, as acusadas mantiveram a aparência de tranquilidade e chegaram a dizer que “não retirariam o rabo da agulha” e que responderiam a “bronca” sem nenhum problema. Mas, para os investigadores, as irmãs não esperavam receber a “visita” da polícia. As “irmãs do tráfico” foram encaminhadas até a Delegacia do Marco onde foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas. (Diário do Pará)
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