Na tarde de ontem, o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” encaminhou à Polícia Civil o resultado do laudo de necropsia da adolescente Cíntia Oliveira, morta no último dia 21 de julho, no Cemitério do Bengui, em um suposto ritual e vampirismo. O exame apontou a causa da morte como asfixia mecânica por estrangulamento e também detectou que a vítima estava com álcool no sangue. O que confirma parte dos depoimentos dos acusados Ezequiel Calado e dois adolescentes, que se acusam mutuamente.
O que faltava confirmar era se a vítima também tinha ingerido bebidas alcoólicas, o que foi confirmado pelo exame do CPC, o qual detectou que ela tinha um índice de 4.06ml de álcool/litro de sangue, isso pode ser explicado como estado de coma em que a vítima poderia estar no momento do crime.
O resultado não indica o autor do estrangulamento. A polícia ainda espera o resultado do laudo da reprodução simulada, que de acordo com a assessoria do IML tem previsão de 20 dias para ser divulgado.
PROCESSO
A investigação está cada vez mais avançada para encerrar o inquérito policial e desvendar o caso da morte de Cíntia, o que pode ocorrer esta semana. Por outro lado, no Judiciário, está marcada para a próxima quinta-feira, na Vara da Infância e da Juventude, a audiência que vai decidir se os dois adolescentes envolvidos no caso permanecem internados sob a custódia da Funcap (Fundação da Criança e do Adolescente) ou se serão liberados.
Já com relação a Nancy Danielly da Silva Amorim, 18, que permanece presa no Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua, foi solicitado na sexta-feira da semana passada, pelo advogado Andrei Mantovani, o pedido de revogação da prisão temporária. “Eu precisei reunir vários documentos para poder fazer o pedido e espero que até sexta-feira ela esteja liberada”, falou o advogado.
A defesa também declarou que a menina ficou sabendo do crime dois dias após e não falou nada em virtude de ter o irmão e o “affair” envolvidos. Além disso, o advogado questiona o motivo de o denunciante permanecer em liberdade, já que ele também tem conhecimento sobre o crime tanto quanto Nancy. Contudo, a polícia afirma que Nancy participou dos quatro encontros que foram feitos para planejar o crime. Logo, ela também seria uma das mentoras do homicídio.
O CASO
A adolescente Cíntia Oliveira foi encontrada morta, na manhã do dia 21 de julho, no cemitério do bairro do Bengui, na periferia de Belém. Antes de o crime completar um mês, quatro pessoas foram presas, entre elas dois adolescentes. A trama se passa no envolvimento de Cíntia com a adolescente de 16 anos que foi detida. Esta jovem é que estaria incomodada com os assédios e teria planejado o assassinato da adolescente. (Diário do Pará)
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